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Justiça arquiva processo envolvendo morte de ambulante senegalês em SP

Justiça arquiva processo envolvendo morte de ambulante senegalês em São Paulo; MP sustenta legítima defesa de policial durante operação no Brás

Créditos: Paulo Pinto / Agência Brasil
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  • A Justiça de São Paulo arquivou o processo que investigava a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye após operação no Brás; decisão foi do juiz Antonio Carlos Pontes de Souza.
  • O Ministério Público entendeu que o policial que atirou agiu em legítima defesa, ao repelir uma suposta agressão com uma barra de ferro.
  • Mbaye foi atingido por um disparo no abdômen durante a abordagem, enquanto protegia suas mercadorias; vídeos da ação repercutiram e houve protestos.
  • A repercussão incluiu pedidos de explicações pelo governo do Senegal e críticas de organizações de direitos humanos, que cobraram apuração rigorosa.
  • O caso ocorreu durante a Operação Delegada, convênio entre prefeitura de São Paulo e governo estadual; a Campanha pelo Fim da Operação Delegada critica o arquivamento.

O arme de Mbaye Ngagne Mbaye, ambulante senegalês, morreu após ser atingido por um disparo de um policial militar durante uma abordagem na região do Brás, em São Paulo, em abril do ano passado. O caso ocorreu durante uma operação de fiscalização de ambulantes. A Justiça paulista arquivou o processo, após decisão do juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da capital.

O Ministério Público apresentou entendimento de legítima defesa por parte do policial que atirou, afirmando que houve agressão atual contra ele e terceiros. O promotor destacou que Mbaye, embora estrangeiro, empunhou uma barra de ferro e desferiu golpes, o que justificaria a resposta policial dentro dos limites legais. A polícia registrou resistência à apreensão das mercadorias.

Segundo o boletim de ocorrência, Mbaye tentou proteger suas mercadorias e atingiu um policial com a barra de ferro. O disparo ocorreu durante a tentativa de pacificação da cena na operação. Testemunhas e imagens circuladas online aumentaram a repercussão do caso.

Contexto legal e institucional

A morte ocorreu no âmbito da Operação Delegada, convênio entre a prefeitura de São Paulo e o governo estadual para fiscalização de comércio ambulante por PMs de folga. O MP apontou que a defesa foi legítima, porém a decisão ainda gerou polêmica entre entidades de defesa de direitos humanos.

Conselhos, ONGs e movimentos sociais cobraram apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Entidades da Campanha pelo Fim da Operação Delegada classificaram a decisão como inadequada e pediram revisão imediata. O caso também mobilizou ações com participação de organizações internacionais.

Repercussos e desdobramentos

Vídeos do momento da abordagem e do disparo circularam amplamente, alimentando debates sobre violência policial. A senegalesa ministra Yassine Fall chegou a solicitar explicações ao governo brasileiro sobre o caso, buscando esclarecimentos por meio de representantes diplomáticos.

Organizações que acompanham migração classificaram o episódio como violento e destacaram a necessidade de medidas para prevenir ocorrências futuras. A Procuradoria e órgãos de defesa apontam a importância de investigações transparentes, ainda que o arquivamento tenha sido mantido.

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