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PEC do fim da escala 6×1 pode provocar novo racha no União Brasil

PEC do fim da escala 6×1 expõe racha no União Brasil, com Rueda tentando barrar o avanço e Paulo Azi indicando relatoria ligada a ACM Neto

Rueda e ACM Neto, os caciques do União Brasil, podem ficar de lados opostos durante a tramitação da PEC do fim da jornada 6x1. Foto: Tauan Alencar/União Brasil
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  • A PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 criou uma nova tensão interna no União Brasil, com partes do partido defendendo o bloqueio da proposta e outras sinalizando maior abertura para negociação.
  • O presidente nacional, Antonio Rueda, tem atuado para impedir o avanço da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscando prolongar a tramitação nas comissões.
  • Paulo Azi, provável relator da matéria e aliado de ACM Neto, é visto como figura central que pode ampliar a negociação do partido com o governo e outros blocos.
  • Rueda citou dificuldades políticas para deputados do partido votarem contra a medida em ano eleitoral, destacando o rhetoric de impactos nas reeleições.
  • A Câmara trabalha com a CCJ já apensando propostas que reduzem a jornada semanal, com a possibilidade de seguir para uma comissão especial, enquanto Hugo Motta atua para acelerar a tramitação, buscando protagonismo da pauta.

A PEC que propõe o fim da escala 6×1 já provoca novas tensões internas no União Brasil. A disputa envolve a direção nacional e alas internas do partido, com impactos na tramitação na Câmara dos Deputados. A questão ganha contornos políticos relevantes para governabilidade e alianças na Casa.

À frente do embate, o presidente do partido, Antonio Rueda, atua para frear a proposta, alinhado ao que se costuma chamar de bolsonarismo. Do outro lado, a ala ligada a ACM Neto pode indicar Paulo Azi para relatar a matéria, abrindo espaço para negociação interna entre correntes. O cenário sinaliza um racha potencial.

Desdobramentos e atores-chave

Rueda afirmou, em encontro com empresários, que pretende impedir o avanço da PEC no plenário, favorecer a prorrogação da tramitação nas comissões e, principalmente, trabalhar na CCJ com apoio de aliados locais. Ele cita dificuldades políticas para deputados votarem contra a medida em ano eleitoral.

A possível indicação de Paulo Azi para a relatoria, ligada a um grupo interno do União Brasil com atuação econômica e oposição ao PT, é vista como oportunidade de ampliar o espaço de negociação do partido com o governo e com blocos aliados. Como relator da CCJ, Azi definirá a admissibilidade constitucional e conduzirá conversas com diferentes setores.

Contexto da Câmara e próximos passos

Nos bastidores, o que se desenha é um equilíbrio entre frear a pauta no âmbito da direção nacional e permitir que setores do partido ganhem protagonismo durante a tramitação. O tema tornou-se uma das principais pautas do governo federal no Congresso, mobilizando congressistas e entidades empresariais.

Quem conduz o processo na Câmara é o presidente Hugo Motta, do Republicanos. Aliados o incentivam a atuar de forma mais decisiva, repetindo o papel que teve na reforma tributária. Motta já encaminhou as PECs à CCJ e dialoga com o Palácio do Planalto para avançar o tema.

Sobre Paulo Azi

Paulo Azi nasceu em Salvador, BA, em 1963, é engenheiro civil e administrador de empresas. Foi deputado estadual entre 2003 e 2015 e, desde 2015, atua na Câmara dos Deputados pelo União Brasil. Já ocupou posições de liderança e participou de comissões importantes, incluindo a CCJ, hoje em foco.

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