•Donald Trump fez o discurso do estado da União no Capitólio com duração de cento e oito minutos, superando o registro anterior mais longo.
•Dedicarou setenta e cinco minutos à política interna, incluindo menções a Venezuela, México, América Latina, OTAN e Irã.
•Defendeu a economia dos EUA como “época dorada”, dizendo ter herdado uma crise, com crescimento de 2,8% e criação de 2,1 milhões de empregos; afirmou que a inflação caiu para 2,7% no último ano.
•Lançou ataques aos democratas, classificando-os como “anti-Americanos” e prometeu apoio aos republicanos; houve respostas no plenário com interrupções e gritos de opositores.
•Convidados especiais incluíram vítimas de crimes, veteranos e a equipe masculina de hóquei dos EUA com medalhas olímpicas; foi anunciada a Medalha Presidencial da Liberdade para o goleiro Connor Hellebuyck.
Donald Trump discursou no Capitolio nesta terça-feira, em Washington, apresentando o estado da União para a sua segunda gestão. O presidente detalhou políticas internas, ressaltou conquistas econômicas e criticou opositores, em um tom alinhado à tentativa de manter o apoio setores do Congresso republicano a menos de nove meses das eleições de meio mandato.
O discurso teve duração de 108 minutos, número que bateu recorde para um discurso nessa ocasião. Trump dedicou a maior parte do tempo à política interna, com menção a Venezuela, México, América Latina, a OTAN e Irã em blocos subsequentes.
Contexto econômico e números
O ex-presidente destacou a evolução econômica sob sua gestão, afirmando melhoria na vida dos norte-americanos. Segundo ele, o país vive uma “era dourada” e houve queda de preços de itens como ovos, frango e manteiga. Dados oficiais da economia indicam crescimento próximo de 2,8% no primeiro ano de retorno de Trump à Casa Branca e criação de empregos no patamar de 2,1 milhões.
Disputa política e ataques aos democratas
Trump repetiu críticas aos democratas, afirmando que eles prejudicam a economia e a segurança. O tom do discurso apostou na cobrança de apoio aos republicanos nas urnas, com ataques à oposição sobre imigração e políticas públicas, em um clima de alta polarização entre as duas bancadas.
Política externa em destaque
O presidente apresentou uma linha dura em relação a Irã, defendendo ações contra ameaças nucleares e apontando riscos de conflitos regionais. Também tratou de parceria estratégica com México e América Latina, incluindo referências a medidas contra tráfico de drogas e violência.
Venezuela e o wherever the narrative se desloca
Parte do discurso foi ocupada pela divulgação de ações recentes contra o governo venezuelano. Trump ressaltou que a operação contra Nicolás Maduro abriu espaço para cooperação econômica com a Venezuela e reforçou o discurso de combate ao que chamou de regimes autoritários na região.
Eventos e convidados na sessão
Durante a sessão, o Congresso assistiu à presença de familiares de vítimas, veteranos e atletas. O time masculino de hóquei sobre manteve o apoio da plateia, com aplausos de republicanos e sinal de apoio de autoridades. A homenagem também incluiu a previsão de honrarias a personalidades ligadas ao esporte.
Desdobramentos sobre políticas econômicas
Entre as propostas, Trump citou a continuidade de barreiras comerciais, com expectativa de ajustas tarifários. Houve afirmação de que as tarifas poderiam substituir parte da arrecadação de impostos, embora autoridades e analistas questionem a viabilidade prática dessa transformação.
Perspectivas e próximos passos
O discurso ocorreu em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e o futuro do controle do Congresso. A apresentação reforçou o alinhamento entre a administração e a base republicana, ao mesmo tempo em que manteve a tensão com os democratas às vésperas das eleições de meio mandato.
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