- A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, durante a sessão desta quinta-feira (26).
- O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou ter seguido o regimento e que a votação ocorreu conforme as regras, apesar de críticas do governo quanto à maioria.
- Viana disse ter contado sete integrantes do governo na comissão, sendo necessária maioria simples (14 de 31 presentes) para aprovar o pedido, que acabou sendo aceito.
- Houve confusão durante a sessão: parlamentares do governo protestaram e socos foram desferidos, com deputados sendo afastados para evitar novas agressões.
- Além do caso envolvendo o filho do presidente, a CPMI aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor de Davi Alcolumbre, e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, para depoimentos, além de solicitar quebras de sigilo da empresa Master.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a votação que aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva seguiu o regimento. Segundo ele, o governo não possuía maioria suficiente para impedir a convocação do filho do presidente Lula, apesar de reclamões de governistas de que teriam largamente contado com apoio. Viana disse ter atuado estritamente conforme as regras vigentes do Senado e da CPMI.
De acordo com o relato do senador, havia 31 presentes na sessão, mas apenas sete integrantes do governo teriam participado do processo, o que, na visão dele, não atingiria a maioria necessária para barrar o pedido. Ele ressaltou que houve contagem de votos e que imagens posteriores mostraram que mais membros chegaram depois da votação. O presidente da CPMI explicou ainda que a pauta avançou após a contagem, mesmo diante de críticas do governo ao suposto suporte.
A sessão desta quinta-feira (26) foi marcada pela aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva. O episódio ocorreu no contexto das investigações da CPMI relacionada a fraudes contra aposentados, com a participação de integrantes da oposição que levantaram dúvidas sobre o foco das convocações.
Durante o tumulto, parlamentares se aproximaram da mesa e houve troca de farpas entre membros da base governista e da oposição. Fontes presentes relataram empurrões, embora não haja registro formal de agressões graves. Entre os deputados citados como envolvidos estão Rogério Correa, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima, segundo relatos de testemunhas da sessão.
A CPMI também aprovou, na mesma sessão, a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado Davi Alcolumbre, e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, para depor. Foi autorizada, ainda, a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa Master, como parte de desdobramentos do caso.
A decisão de incluir o filho do presidente Lula na lista de convocados surgiu após investigações que envolveram mensagens entre um investigado identificado como Careca do INSS e uma empresária, interpretadas por oposicionistas como indícios de irregularidades. O resultado da votação dividiu o ambiente e manteve o foco nas etapas processuais da CPMI, sem indicar desfecho definitivo para o inquérito.
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