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Secas, guerras e epidemias alterarão condições de trabalho, diz Marina

Marina Silva afirma que secas, guerras e epidemias podem precarizar empregos e ampliar perdas em setores produtivos, em debate sobre relações trabalhistas

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discursou na abertura do congresso “Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea", promovido pela Enamat e pelo TST
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  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que secas, guerras e epidemias devem alterar as relações de trabalho nos próximos anos.
  • Ela afirmou que mudanças climáticas e geopolítica influenciam o emprego dentro e fora do Brasil, citando perdas agrícolas em eventos de seca como exemplo.
  • Marina destacou que crise hídrica pode afetar não apenas a agricultura, mas também a indústria e outros setores, caso o país dependa de hidroeletricidade.
  • Sobre guerras, a ministra disse que deslocamentos de pessoas devem levar a empregos mais precários, dificultando a realocação em melhores oportunidades.
  • O discurso abriu o congresso Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea, promovido pelo TST, CSJT e Enamat, em Brasília, com continuidade até 4 de março.

O ministro do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que secas, guerras e epidemias devem alterar as condições de trabalho nos próximos anos. A fala ocorreu durante a abertura do congresso Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea, em Brasília. O evento reúne especialistas, pesquisadores e profissionais de tribunais do Trabalho.

Marina diz que mudanças climáticas e geopolítica influenciam as relações laborais tanto no Brasil quanto no exterior. Ela ressaltou que eventos extremos reduzem a produção agrícola e prejudicam atividades relacionadas, impactando empregos e negócios ligados a essas atividades.

A ministra citou o custo econômico de secas severas, destacando perdas no setor agrícola. Observou que crises hídricas podem afetar a geração de energia e, por consequência, a indústria e a produção de bens em geral.

Marina também discutiu os efeitos das guerras, enfatizando a realocação de imigrantes e o risco de precarização do trabalho para comunidades afetadas por conflitos. Segundo ela, deslocamentos podem reduzir as oportunidades de emprego formais.

Participantes e objetivo do congresso

Além da ministra, participaram do ato o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do TST e do CSJT, Vieira de Mello Filho, a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, e o diretor da Enamat, Augusto César Leite. O encontro ocorre na sede do TST.

O congresso busca discutir transformações no direito do trabalho, tecnologia, pejotização, inteligência artificial e governança, com foco em impactos climáticos e políticos nas relações laborais. A programação segue até quarta-feira, com conferências e painéis.

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