- O ministro André Mendonça autorizou a prisão de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, com a PF apontando a existência do grupo “A Turma” para monitorar adversários e intimidar críticos.
- A Turma seria o braço armado do esquema, contando com ex-integrantes da PF, de um banco central e outras pessoas suspeitas de participação em ações criminosas.
- Trechos de mensagens mostram planos de acompanhar jornalistas, incluindo o colunista Lauro Jardim do jornal O Globo, para obter informações e intimidar.
- A PF identificou uso de credenciais de terceiros para acessar sistemas oficiais e a tentativa de simular ordens judiciais para excluir publicações contra Master e Vorcaro.
- Além de Vorcaro e Zettel, foram presos Mourão e o ex-policial federal Marilson Roseno da Silva, sob a justificativa de preservar provas e interromper a atuação da organização criminosa.
Ao determinar as prisões de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel nesta quarta-feira (4), o STF descreveu um grupo, batizado de “A Turma”, criado para monitorar alvos e intimidar adversários, incluindo jornalistas e ex-funcionários. A decisão classifica o grupo como uma milícia ligada ao banco Master e ao conglomerado gerido por Vorcaro.
A Polícia Federal aponta que a Turma contava com um ex-agente da PF, um ex-diretor do Banco Central e outras pessoas com participação suspeita em ações criminosas. O objetivo, segundo o ministro André Mendonça, era obter informações sigilosas e pressionar críticos do grupo.
No inquérito, há indícios de que Zettel coordenava pagamentos ao grupo, enquanto Mourão, conhecido como Sicário, liderava a coordenação operacional, com equipes de monitoramento presencial de adversários e coleta de dados. Trechos de diálogos indicam tentativas de agressão a jornalistas.
Ameaças a jornalistas e registro de conversas
Trechos interceptados mostram Vorcaro e Mourão discutindo a hipótese de seguir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que cobria o caso Master. Mensagens indicam intenções de coletar informações e intimidar o repórter.
O Globo informou ter repúdio às ações criminosas e pediu investigação rigorosa, destacando que não se intimidará e continuará cobrindo o caso com apuração de interesse público. Não houve confirmação de que as ameaças tenham se materializado.
Monitoramento e uso de credenciais
A PF identificou uso de credenciais de terceiros para acessar bases públicas e dados de órgãos de segurança. O grupo também supostamente simulava ordens judiciais para excluir publicações contrárias ao Master e a Vorcaro.
Outros presos e justificativa
Além de Vorcaro e Zettel, foram presos preventivamente Mourão e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Mendonça afirmou que a detenção é necessária para salvaguardar provas, dado o risco de destruição de evidências e o possível funcionamento continuado da organização criminosa.
Entre na conversa da comunidade