- O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em conversa com a namorada, que iria se encontrar com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Em 19 de abril de 2025, Vorcaro disse: “To indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”; a namorada perguntou se ele estava em Campos ou indo/Namorada.
- Em 29 de abril de 2025, houve uma chamada de vídeo com a namorada, na qual, ao fim, ele disse que o “primeiro cara” era Moraes.
- As mensagens foram divulgadas pelo site Metrópoles e também obtidas pelo Estadão; os trechos ficaram armazenados na nuvem do celular do banqueiro.
- Em 4 de outubro de 2025 (data indicada no texto), Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, segundo a Polícia Federal, que aponta uma organização criminosa chamada “A Turma” com atuação de captação ilícita de servidores públicos; a defesa afirma cooperação com as investigações.
Daniel Vorcaro, banqueiro e dono do Banco Master, teve diálogos com a namorada nos quais mencionou planos de se encontrar com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A notícia veio a público por meio do Metrópoles, com trechos acessados pelo Estadão.
Em 19 de abril de 2025, Vorcaro informou à namorada que iria encontrar Moraes nas proximidades de sua casa. Ela questionou se o encontro ocorreria em Campos ou se o ministro viria até ele; o banqueiro disse que Moraes estaria naquele feriado.
No dia 29 de abril de 2025, houve uma chamada de vídeo entre o banqueiro e a namorada. Ao final, ela perguntou quem era o primeiro homem presente, e Vorcaro indicou Moraes, segundo o conteúdo divulgado.
Entre 24 de abril de 2024, Vorcaro afirmou ter feito um discurso em evento para ministros do STF e do STJ, sem esclarecer qual foi o evento nem quem compareceu.
Nesta quarta-feira, 4, Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF, sob investigação de irregularidades na gestão do banco.
A Polícia Federal descreve a organização criminosa associada ao caso, chamada de A Turma, como grupo profissional que utiliza violência e coação, envolvendo a captação ilícita de servidores públicos de alto escalão para influenciar a opinião pública e desmantelar o esquema.
A defesa de Vorcaro sustenta que o banqueiro colaborou de forma transparente com as investigações desde o início e não tentou obstruir o trabalho da Justiça.
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