- A PF apura que Vorcaro tinha como objetivo censurar notícias desfavoráveis ao Banco Master, com operação envolvendo funcionários que falsificavam requisições para remover conteúdos ou suspender perfis.
- André Mendonça cita relatório da PF sobre Felipe Mourão, que supostamente simulava solicitações oficiais para coagir plataformas digitais a remover conteúdos contra Vorcaro.
- A investigação aponta que o grupo ligado a Vorcaro criou um aparato de vigilância e intimidação, conhecido como “A Turma”, para monitorar adversários e jornalistas.
- Mensagens revelam que Vorcaro cogitou ações para incluir sites no inquérito das fake news e chegou a discutir parcerias para evitar matérias negativas, chegando a mencionar uso da PF contra jornalistas.
- A PF identifica o núcleo como responsável por pressão institucional e violação de dados, com possível risco à ordem pública; o caso segue sob apuração no STF.
A investigação da Polícia Federal sobre o banqueiro Daniel Vorcaro aponta para ações de censura a matérias que desfavoreciam o Banco Master. O foco inclui tentativas de apagar conteúdos ou silenciar veículos, segundo a ordem de prisão do empresário.
Relatórios da PF indicam que Felipe Mourão participou de operações para forjar documentos oficiais e requisitar a remoção de conteúdos em plataformas digitais, simulando solicitações de órgãos públicos para fines contrários aos interesses de Vorcaro. Mourão já esteve preso.
O documento assinado pelo ministro André Mendonça descreve a atuação de Mourão como articulador de medidas para retirada de conteúdos, usando expedientes sem validação formal para obter dados de usuários ou influenciar decisões de plataformas.
A investigação mostra que essa pressão pela censura ganhou força após a viralização de casos envolvendo autoridades e instituições, em um contexto de debates sobre contenção de conteúdos considerados prejudiciais a instituições democráticas.
Mensagens publicadas pelo jornal O Globo mostram Vorcaro discutindo a possível inclusão de sites no inquérito das fake news, com menções a uma parceria para evitar publicações negativas sobre o Master. Em trechos, o empresário sugere ações coercitivas.
Em outro trecho, Vorcaro cogita o uso de meios legais e de pressão para impedir a divulgação de matérias desfavoráveis, com propostas de ações coordenadas para moldar a visão pública sobre o caso. A PF classifica essas atitudes como parte de um amplo esquema de intimidação.
A apuração identifica um núcleo operacional ligado ao empresário, conhecido como Turma, que monitorava alvos considerados problemáticos e coordenava ações presenciais e digitais para proteger interesses do grupo. O grupo recebia recursos para financiar as atividades.
Há indícios de acesso a bases de dados restritas, o que, segundo a PF, ampliaria o alcance das ações de monitoramento e de tentativa de antecipar movimentos de autoridades. Mendonça afirma que tal atuação representa risco à ordem pública.
O caso também envolve o acompanhamento de jornalistas e integrantes do círculo social de Vorcaro, com relatos de solicitações para levantamento de dados pessoais e uso de linguagem de risco em comunicações trocadas entre membros do grupo.
A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma colaboração com as autoridades, destacando que as mensagens teriam sido mal interpretadas e que houve abuso de privacidade em trechos divulgados. O STF continua a acompanhar os desdobramentos.
Contexto institucional e desdobramentos
A PF situou as ações dentro do núcleo de intimidação e obstrução de justiça, associando o montante de recursos à estrutura que atuava para defender interesses do conglomerado Master. A investigação segue em andamento.
Reações e próximos passos
O Diário Oficial não divulgou novas certidões. O DCM negou vínculos com as ações apuradas, enquanto a imprensa mantém o monitoramento das respostas oficiais. O Ministério Público e o STF permanecem na linha de apuração dos fatos.
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