- O prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD), renunciou ao cargo para viabilizar a candidatura ao governo do Amapá nas eleições de 2026.
- A renúncia ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou o prefeito e o vice por 60 dias, para investigação.
- Investigações apontam um possível esquema de direcionamento de licitações e desvio de recursos na contratação de obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, estimada em R$ 69,3 milhões.
- A operação envolveu a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Especial de Licitação, com mandados de busca em Macapá, Belém e Natal.
- Entre 2020 e 2024, parte dos recursos usados viria de emendas parlamentares federais transferidas ao município, conforme relatório da Controladoria-Geral da União; durante o afastamento, o presidente da Câmara, Pedro da Lua, assumiu temporariamente.
O prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD), enviou à Câmara Municipal um pedido de renúncia ao cargo, visando viabilizar sua candidatura ao governo do Amapá em 2026. O documento foi encaminhado ao presidente da Casa.
Conforme o ofício, a renúncia busca atender à regra de afastamento de seis meses antes das eleições. Ele afirma deixar o cargo “nos termos previstos na Constituição e na Lei Orgânica do Município”.
A renúncia ocorre após o STF determinar o afastamento dele e do vice-prefeito por 60 dias. A decisão foi divulgada na quarta-feira pelo ministro Flávio Dino.
Investigação e afastamento
Dr. Furlan é investigado por suposto esquema de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligado a obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Há indícios de favorecimento à Santa Rita Engenharia em licitação de cerca de 69,3 milhões de reais.
A operação também atingiu a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva. Mandados foram cumpridos em Macapá, Belém e Natal.
Parte dos recursos teria origem em emendas parlamentares federais transferidas ao município entre 2020 e 2024. A CGU aponta transferências especiais de aproximadamente 128,9 milhões de reais ao município.
Durante o afastamento, o presidente da Câmara, vereador Pedro da Lua (União), esteve no comando da prefeitura. A renúncia abre caminho para definir a sucessão definitiva.
Furlan foi reeleito em 2024 com 85,08% dos votos válidos. Ele é considerado rival político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no estado.
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