- Análise de GUDEA aponta que grande parte da repercussão online sobre o show do intervalo do Super Bowl foi alimentada por bots estrangeiros.
- Em estudo com 3,7 milhões de posts de mais de 1,2 milhão de usuários em 32 plataformas, apenas 3,7% das contas geraram 25,85% do conteúdo.
- A estratégia visava manter a discussão acesa, amplificando retórica polêmica para aprofundar divisões culturais e políticas nos EUA.
- O episódio ocorreu após controvérsia envolvendo Bad Bunny e causas associadas ao show, com programas concorrentes como o “All-American Halftime Show” buscando atrair públicos opostos.
- Autoridades e observadores citam impacto potencial para decisões de anunciantes e para a confiança da população em instituições, destacando risco de desinformação na opinião pública.
O que aconteceu envolve a repercussão online em torno da apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, em 8 de fevereiro. Relatórios apontam que grande parte da indignação virtual foi alimentada por bots estrangeiros de desinformação, que buscavam ampliar a divisão cultural e política nos EUA.
Segundo um relatório de GUDEA, analisa-se mais de 3,7 milhões de posts sobre Bad Bunny entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, de 1,2 milhão de usuários em 32 plataformas. Apenas 3,7% das contas geraram 25,85% do conteúdo, incluindo contas identificadas como bots estrangeiros.
A pesquisa também indica que a estratégia não visava apenas vencer discussões, mas manter o debate aceso, dificultando a identificação do que é real. O objetivo seria destabilizar a confiança nas instituições e reduzir a capacidade cívica da população.
Entre os envolvidos no debate, houve crítica a aspectos da apresentação que retratavam trabalhadores porto-riquenhos, além de controvérsias sobre a entrega de um Grammy a uma criança ligada a boatos de detenção pela imigração, embora os relatos sobre esse caso tenham se mostrado infundados.
A cobertura do tema ganhou contornos políticos com críticas de figuras conservadoras, como o ex-presidente Donald Trump, que classificou o show como incompatível com determinados padrões. O episódio também contou com uma resposta paralela de organizações conservadoras que veicularam programação própria durante o intervalo.
Em comparação internacional
A análise cita episódios anteriores de desinformação envolvendo celebridades, lembrando campanhas com figuras como Taylor Swift e outras personalidades, nas quais narrativas falsas teriam sido manipuladas para ampliar a divisão pública.
Keith Presley, CEO da GUDEA, afirma que a tática é criar uma dinâmica de conflito contínuo na sociedade, dificultando a distinção entre conteúdo autêntico e fabricado. A empresa alerta que anunciantes também podem ser impactados por dados não confiáveis usados para decisões de investimento.
Em relação ao contexto do Super Bowl, não há confirmação de que uma entidade estrangeira específica tenha provocado a avalanche de desinformação. O relatório ressalta a necessidade de cautela ao interpretar padrões de engajamento em plataformas digitais e reforça a importância de fontes confiáveis.
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