- Senadores Magno Malta e Eduardo Girão enviaram à direção da Polícia Federal um pedido de reforço na segurança do ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero.
- Os parlamentares argumentam que a dimensão do esquema investigado e a estrutura atribuída ao empresário Daniel Vorcaro justificam proteção adicional ao magistrado.
- As investigações apontam que o grupo investigado mantinha uma estrutura para monitorar e intimidar adversários, o que demanda atenção das autoridades de segurança institucional.
- Na noite de quarta-feira, dia 4, foi confirmada a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, preso na operação; a hipótese inicial é suicídio.
- A terceira fase da Compliance Zero cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, incluindo Daniel Vorcaro; dois servidores do Banco Central foram afastados por decisão de Mendonça.
A Polícia Federal recebeu pedido de reforço da segurança do ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e corrupção no sistema financeiro. O requerimento partiu dos senadores Magno Malta e Eduardo Girão. A solicitação foi encaminhada ao diretor-geral da PF.
Os parlamentares manifestaram preocupação com a proteção pessoal do magistrado e ressaltaram que a dimensão do esquema, associado ao empresário Daniel Vorcaro, justifica medidas adicionais de segurança. O documento foi enviado a Andrei Rodrigues.
Segundo os senadores, o grupo investigado manteria uma estrutura para monitorar e intimidar adversários, o que demanda atenção das autoridades responsáveis pela segurança institucional.
Avanço da investigação
Na noite de 4 de setembro, a PF confirmou a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, apontado como integrante do grupo. Mourão havia sido preso durante a operação e foi encontrado morto em sua cela na Superintendência de Belo Horizonte. A PF informou que a hipótese inicial é suicídio.
A terceira fase da Compliance Zero envolveu mandados em São Paulo e Minas Gerais, com quatro prisões preventivas e 15 buscas e apreensões. Entre os alvos está o empresário Daniel Vorcaro, apontado como participante do esquema, além de servidores ligados ao Banco Central, que colaboram tecnicamente com as apurações.
Desdobramentos e impactos
Decisão do ministro Mendonça resultou no afastamento de dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, durante as investigações. Eles já eram objeto de avaliação administrativa pela presidência da autarquia.
A investigação aponta que a organização buscaria impedir ou dificultar a responsabilização por fraudes de grande impacto no sistema financeiro. O material coletado inclui documentos e registros analisados com apoio técnico do Banco Central. A operação segue em andamento com supervisão do STF e cooperação da PF.
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