- O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante sessão da corte, citando uma passagem bíblica.
- Mendes afirmou que o estado estaria em debacle econômica e “sobrevivendo graças a liminares” concedidas pelo próprio STF.
- A declaração ocorreu no plenário do STF na quarta-feira (4) e gerou reação do Partido Novo na quinta-feira (5) em redes sociais.
- Zema havia atacado o STF durante manifestação na Avenida Paulista, afirmando que “ninguém no Brasil é intocável” e questionando investigações em curso.
- Mendes mentioned decisões do STF que teriam beneficiado Minas em disputas fiscais com a União; a dívida do estado com a União é estimada em cerca de R$ 165 bilhões.
Gilmar Mendes, ministro do STF, criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em sessão no plenário da corte nesta semana. O encontro ocorreu após Zema lançar críticas ao tribunal, atribuindo ao STF uma série de embates com o governo estadual.
Mendes argumentou que Minas enfrentou uma debacle econômica e, ainda assim, vem sobrevivendo com auxílios de liminares concedidas pelo próprio STF. Em resposta, o ministro citou um trecho bíblico atribuído a Jesus para reforçar a ideia de desconhecimento das consequências de certas ações.
A fala aconteceu na quarta-feira (4) no STF e foi comentada pelo Partido Novo na quinta (5) em redes sociais, ressaltando o tom de confronto entre o governo mineiro e a corte. O episódio intensificou o atrito público entre as partes.
Zema havia feito críticas ao STF durante manifestação na Avenida Paulista, no domingo (1º), no movimento Acorda Brasil. O governador declarou que ninguém no Brasil é intocável e atacou indiretamente ministros da corte.
Em vídeo divulgado nas redes, Zema questionou também pressões sobre investigações ligadas ao Banco Master, sugerindo que há uma tentativa de bloqueio de investigações e de influência política por parte de membros do STF.
Segundo Mendes, decisões judiciais favoreceram a gestão mineira em disputas com a União, incluindo medidas que aliviaram a dívida de Minas com o governo federal. A dívida do estado com a União é estimada em cerca de R$ 165 bilhões, com ações no STF sobre débito e adesão ao Regime de Recuperação Fiscal.
O ministro apontou contradição entre governadores que recorrem ao STF para resolver disputas institucionais e, ao mesmo tempo, atacam o tribunal publicamente, ampliando tensões entre o governo mineiro e a instituição.
O Novo reagiu às declarações de Mendes por meio de publicações oficiais, alegando que o STF seria alvo de intimidação de críticos e classificando a fala como ameaça. A legenda destacou que a liminar sobre a dívida mineira foi concedida em 2018, ainda sob gestão de Fernando Pimentel (PT).
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