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MDB Mulher critica a filiação de Dado Dolabella: surpresa e repúdio

MDB Mulher critica filiação de Dado Dolabella, afirmando repúdio e destacando violência contra mulheres, em anúncio de pré-candidatura federal

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  • MDB Mulher criticou a filiação de Dado Dolabella ao MDB, anunciada na terça-feira, dia três de março, para disputar deputado federal.
  • A secretária nacional do MDB e presidente do MDB Mulher/RJ, Kátia Lobo, divulgou nota condenando o anúncio.
  • Ela afirmou que Dolabella é “um homem agressor de mulheres” e que a filiação ocorre em um momento de aumento de violência contra a mulher.
  • Dolabella afirmou nas redes que será pré-candidato para defender pessoas que se sentem injustiçadas e citou o senador Flávio Bolsonaro como alinhado às suas ideias.
  • O ator tem condenação de dois anos e quatro meses de detenção em regime aberto por agressões à ex-namorada e à prima Marina Dolabella; também houve denúncia de Luana Piovani em 2008 com medida protetiva.

O MDB Mulher criticou a filiação de Dado Dolabella ao MDB, anunciada na terça-feira, 3, para concorrer ao cargo de deputado federal pela legenda. A posição foi divulgada pela própria direção do movimento. O tema gerou reação no meio político e entre organizações de defesa das mulheres.

Na quinta-feira, 5, a secretária nacional do MDB e presidente estadual do MDB Mulher/RJ, Kátia Lobo, publicou nota oficial condenando a filiação. Ela afirmou que Dolabella é reconhecido como agressor de mulheres e destacou o momento de agravamento da violência contra o gênero no Brasil.

A secretaria destacou ainda que o anúncio ocorre em um período sensível, próximo ao Dia Internacional da Mulher e frente ao aumento de casos de violência. O MDB Mulher afirmou que não representa as pautas de proteção às mulheres que o movimento pretende defender.

Dado Dolabella já tem histórico de condenação. Ele recebeu pena de 2 anos e 4 meses de detenção em regime aberto por agressões contra a ex-namorada Marina Dolabella. Em 2010, a então esposa dele, Viviane Sarahyba, solicitou medida protetiva após denúncias de violência. Também foi denunciado pela atriz Luana Piovani em 2008, com outra medida protetiva acionada.

Dolabella divulgou, em redes sociais, que a pré-candidatura busca defender pessoas que se sentem injustiçadas, citando casos envolvendo homens. Ele afirmou não atuar por vaidade e que se sente injustiçado, relacionando-se a ideias defendidas pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.

Repercussões e próximos passos

O MDB Mulher reforça que a filiação não condiz com seus princípios e com a atuação esperada do partido em temas de violência contra a mulher. A liderança do movimento permanece avaliando como a decisão pode impactar a imagem da legenda, especialmente entre eleitores que acompanham pautas de proteção às vítimas.

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