- A PF cumpre sete mandados de busca e apreensão para investigar irregularidades na Previdência do Amazonas, com foco em aportes no Banco Master.
- As apurações apontam que cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas, em desacordo com normas de governança e regras federais.
- A PF encontrou indícios de irregularidades em procedimentos internos e transações suspeitas; servidores envolvidos foram afastados.
- A Amazonas Previdência (Amazonprev) investiu ao menos R$ 50 milhões no Banco Master em junho de 2024 e também aportou recursos no C6 Bank, sempre via Letras Financeiras.
- O caso Master envolve previdências estaduais de outros estados, como Rio de Janeiro e Amapá, com desdobramentos que já envolveram autoridades e casos de prisão relacionados a gestões.
A Polícia Federal investiga irregularidades na Previdência do Amazonas relacionadas a aportes no Banco Master. A operação envolve sete mandados de busca e apreensão e ocorre no âmbito de apuração sobre governança de recursos previdenciários.
Entre as irregularidades apontadas pela PF estão aportes de recursos em Letras Financeiras de instituições privadas, em desacordo com normas de governança e regras federais. A estimativa é de que cerca de R$ 390 milhões tenham sido aplicados nessas operações.
A investigação também identificou indícios de irregularidades em procedimentos internos e transações suspeitas envolvendo os aportes. Servidores que atuaram nesses investimentos foram afastados de seus cargos.
A Amazonprev, autarquia estadual de previdência dos servidores do Amazonas, investiu ao menos R$ 50 milhões no Banco Master em junho de 2024, segundo o Relatório Anual de Investimentos de 2024. Além disso, houve aportes por meio de Letras Financeiras no C6 Bank.
Contexto dos investimentos
Nos dois casos citados, os aportes foram feitos por meio de Letras Financeiras. A PF aponta que a situação do Amazonas se junta a casos já conhecidos em Rio de Janeiro e Amapá, também envolvendo o banco Master.
Escopo nacional
Em nível nacional, a PF já investiga operações semelhantes em três estados, com aportes significativos ligados a previdências estaduais. Além do Amazonas, a Rioprevidência teve aportes estimados em cerca de R$ 1 bilhão, e a Amprev, do Amapá, em aproximadamente R$ 400 milhões.
Na RioPrevidência, o ex-presidente Deivis Marcon Antunes foi preso após suspeita de obstrução de investigações e ocultação de informações.
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