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Vorcaro discute com Moraes salvar Master no dia da prisão em 2025

Vorcaro trocou mensagens com Alexandre de Moraes no dia da prisão, enviando prints no bloco de notas para burlar o histórico, conforme apuração

Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre as mensagens; em referência a outra reportagem do jornal, disse se tratar de "ilação mentirosa"
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  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou mensagens com o ministro do STF Alexandre de Moraes pelo WhatsApp no dia da prisão dele, em dezenove de novembro de 2025.
  • Os prints vieram do celular de Vorcaro, apreendido na prisão; as mensagens de Moraes não estariam disponíveis, apenas as de Vorcaro no histórico do aparelho.
  • A Polícia Federal aponta que Vorcaro monitorava o andamento das investigações e, dezoito minutos após a prisão, teria tentado peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília, supostamente com acesso ilegal a sistemas da própria corporação.
  • Alexandre de Moraes disse que não recebeu as mensagens e classificou a divulgação como ilação mentirosa; a defesa de Vorcaro não comentou.
  • O Banco Master contratou, em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes, ligado à mulher e aos filhos do ministro, com remuneração mensal de R$ 3,6 milhões por três anos, atuando junto a órgãos como Banco Central e Receita.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve mensagens divulgadas pela imprensa que mostram o diálogo com o ministro do STF Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025. A informação é apresentada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

As comunicações ocorreram por WhatsApp, entre 7h19 e 20h48 daquele 17 de novembro. Prints foram enviados a partir do celular de Vorcaro, apreendido na prisão. A última mensagem, às 20h48, antecedeu a abordagem policial para a detenção, por volta das 22h.

As mensagens de Moraes não aparecem nos registros disponíveis, enquanto as de Vorcaro permaneceram no histórico do celular. Segundo o jornal, ambos escreviam no bloco de notas de seus aparelhos, tiravam prints e enviavam como imagens de visualização única, o que explica a ausência de mensagens do ministro.

Contexto da ocorrência

A cronologia indica que, enquanto conversava com o ministro, Vorcaro monitorava o andamento das investigações. A Polícia Federal afirma que ele teria obtido informações sigilosas por meio de acesso indevido aos sistemas da própria instituição, tentando peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília cerca de dezoito minutos após a prisão, em uma ofensiva para impedir medidas cautelares.

Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o conteúdo das mensagens. Em nota oficial enviada à imprensa, o ministro afirmou que nunca recebeu as mensagens citadas e classificou as alegações como ilação mentirosa para atacar o STF. A defesa de Vorcaro não comentou o caso.

Conteúdo das notas de Vorcaro

Entre as anotações de Vorcaro, às 7h18, há menções a antecipar investimentos e assinar acordo com investidores estrangeiros. O texto indica preocupações com uma possível divulgação de informações antes do esperado e com perguntas de uma jornalista associada ao caso.

Às 17h22, Vorcaro descreveu esforços para salvar a transação, mencionando a possível compra do Master pelo grupo Fictor. Mensagens seguintes indicaram cobranças por novidades ou bloqueios, com Moraes respondendo ao longo da tarde. Por fim, às 20h48, o bilhete registra a percepção de que a assinatura com investidores estrangeiros ocorreu, facilitando o andamento do processo.

Estratégia de comunicação usada

O banco utilizava o recurso de registrar textos no bloco de anotações e, em seguida, enviar um print como imagem de visualização única, dificultando a formação de um histórico de conversas em aplicativos de mensagens. A PF disponibilizou à CPI do INSS sete desses prints registrados no dia da prisão. Nesse dia, Vorcaro foi detido ao tentar embarcar no aeroporto de Guarulhos, com destino a Dubai, por volta das 22h.

O Banco Master contratou, em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro. O acordo, segundo a reportagem, previa remuneração mensal de R$ 3,6 milhões por três anos, com atuação junto a órgãos como Banco Central, Receita, Cade, PGFN e Congresso.

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