Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Líderes que chegaram ao topo falam sobre suas trajetórias

Majoritária na diretoria da Petrobras, a presença feminina ainda é minoritária em cargos de gestão e na política brasileira

Fofão, Bruna Lombardi e Margareth Dalcolmo
0:00
Carregando...
0:00
  • Magda Chambriard ingressou na Petrobras em 1980 e hoje é CEO da estatal; pela primeira vez, a diretoria executiva da empresa tem maioria feminina (cinco mulheres e quatro homens).
  • Estudos e relatos mostram que mulheres lideram a ascensão de outras profissionais nas organizações, estimulando mais mulheres em cargos de liderança.
  • Avanços ocorrem em áreas como STEM e medicina, mas ainda há queda de participação feminina nos níveis mais altos de gestão e em cargos de grande responsabilidade.
  • A violência contra mulheres e meninas permanece um desafio, com aumento de denúncias online e necessidade de políticas de prevenção e controle no ambiente digital.
  • Na política, mulheres continuam sub-representadas: em 2022, representavam 17,7% das cadeiras na Câmara, apesar de serem 52% do eleitorado; lei recente cria cotas de 30% para mulheres em conselhos de estatais.

Magda Chambriard ingressou na Petrobras em 1980, aos 22 anos, quando mulheres não podiam trabalhar em plataformas marítimas, não havia banheiro adequado e havia restrições de pernoite em campo. Em 2024 assumiu o cargo de CEO da estatal, marcando a presença feminina em posições de comando.

Quatro décadas depois, o cenário evoluiu: há mulheres embarcadas em operações, liderando refinarias e ocupando cargos de liderança em várias áreas. A diretoria executiva da Petrobras, pela primeira vez, tem a maioria feminina, com cinco mulheres e quatro homens. O equilíbrio é visto como fruto de talentos de ambos os sexos.

Intencionalidade na liderança norteia trajetórias. Chambriard cresceu em meio a resistência familiar à engenharia civil, mas seguiu pela carreira pela paixão ao que faz. Cristina Palmaka, ex-presidente da SAP no Brasil e na América Latina, foi pioneira na ascensão feminina em tecnologia e hoje atua como conselheira de várias empresas.

Avanços nas lideranças femininas

Palmaka relata ter sido frequentemente a única mulher nas salas de reunião, mas destaca que, ao chegar ao topo, trouxe outras mulheres para a liderança regional durante sua gestão na SAP. Pesquisas recentes indicam que as mulheres são as que mais promovem o avanço de outras profissionais dentro das organizações.

No esporte, na medicina e na tecnologia, relatos de executivas e atletas reforçam a importância de referências feminas. Fofão, ex-jogadora de vôlei e empresária, ressalta que ver mulheres em posições diversas motiva novas gerações. A médica Margareth Dalcolmo afirma que mulheres já figuram na liderança médica, ainda que haja resistência e desigualdades.

Desafios persistentes na saúde, tecnologia e políticas públicas

Bruna Lombardi aponta que a tecnologia traz oportunidades e riscos, com redes sociais ampliando o acesso à informação e também a violência contra mulheres. Luciana Temer, à frente do Instituto Liberta, destaca que o Brasil ocupa posição preocupante em violência sexual online de menores, exigindo controle e políticas de prevenção.

No âmbito social, o Brasil avançou em marcos legais como a Lei Maria da Penha (2006) e a tipificação do feminicídio (2015), mas a presidente do Instituto Liberta alerta para falhas na prevenção, especialmente entre meninas. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 aponta alta incidência de estupros contra menores de 14 anos.

Poder econômico, liderança corporativa e política

Apesar dos avanços, a participação feminina em cargos de gestão no Brasil ainda é desafiadora. Em média, 16,1% dos cargos administrativos são ocupados por mulheres, com barreiras estruturais ainda presentes. A presença em conselhos de estatais ganhou visibilidade com leis que estabelecem cotas de 30% para mulheres, com foco em diversidade e meritocracia.

Na política, a sub-representação feminina permanece alta apesar de o eleitorado ter maioria feminina. Dados do TSE mostram que, entre 2016 e 2022, as mulheres representaram 52% do eleitorado, mas apenas 33% das candidaturas foram femininas e 15% dos eleitos eram mulheres. Em 2022, as deputadas representavam 17,7% da Câmara.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais