- O Dia Internacional da Mulher é apresentado como marco de lutas por direitos, dignidade e participação das mulheres, com foco na prevenção e transformação cultural e econômica.
- No Brasil, a violência contra mulheres é destacada como grave, com mais de 1.500 feminicídios em um ano, o que equivale a quatro assassinatos por dia, além de milhares de tentativas de feminicídio e alta violência sexual.
- Um caso recente de Copacabana, no Rio de Janeiro, envolveu o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, revelando a continuidade da violência contra mulheres e a necessidade de responsabilização.
- A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, é descrita como momento de retomada de políticas sociais e de fortalecimento de programas de proteção a mulheres e famílias, incluindo a recriação do Ministério das Mulheres.
- Em fevereiro, foi lançado o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, com o slogan “Todos juntos por todas”, buscando ação conjunta entre os três Poderes e a participação de homens e mulheres como aliados na prevenção da violência.
O Dia Internacional da Mulher é lembrado como marco da luta por direitos, dignidade e reconhecimento. O movimento feminino ampliou o voto, a educação, o trabalho formal e a participação política ao longo de mais de um século.
No Brasil, a desigualdade persiste: mulheres ganham menos pelo mesmo trabalho, ocupam espaços de poder de forma ainda limitada e são as principais vítimas de violência, especialmente do feminicídio.
Nos últimos anos, os números de feminicídios atingiram patamares alarmantes, com mais de 1.500 mortes em um único ano e milhares de tentativas. A violência contra mulheres também se expressa pela crescente violência sexual, com muitos casos não chegando a serem registrados.
Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio
Em fevereiro, o governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançaram o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, sob o tema Todos juntos por todas. A iniciativa envolve cooperação entre os três Poderes e convoca a sociedade a atuar como aliada no enfrentamento à violência de gênero.
O pacto reforça a atuação conjunta entre poderes, a existência de delegacias especializadas, redes de acolhimento e educação para a igualdade de gênero, buscando consolidar políticas públicas de prevenção e de combate à impunidade.
Desafios e trajetória de políticas públicas
A trajetória recente aponta a retomada de programas de proteção às mulheres e de combate à violência após períodos de tensão institucional. A eleição de Lula em 2022 foi vista como impulso para reconstruir ações sociais e reforçar a proteção de famílias.
Por outro lado, a narrativa alerta que direitos não são definitivos: mudanças políticas podem impactar a democracia e as políticas de gênero. A continuidade de políticas inclusivas depende de compromisso público com justiça social e prevenção.
Combater a violência de gênero demanda políticas públicas consistentes, prevenção, mudança cultural e econômica, além de educação e fiscalização firme do Estado. O objetivo é reduzir desigualdade e fortalecer redes de proteção para meninas e mulheres.
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