- A Anthropic abriu dois processos em tribunais federais da Califórnia e de Washington, D. C., buscando restringir o uso do Claude para vigilância em massa e armas totalmente autônomas.
- A empresa se recusou a permitir usos militares irrestritos da IA, mesmo diante da exigência do Departamento de Guerra de aceitar “todos os usos legais”.
- Na sexta-feira, o Departamento de Guerra classificou a Anthropic como “risco à cadeia de suprimentos” e o governo de Trump determinou a suspensão do Claude em agências federais e no Pentágono.
- O Pentágono tem seis meses para eliminar gradualmente o produto, que já está integrado a sistemas militares, incluindo a guerra do Irã.
- A Anthropic afirmou, em comunicado, que as ações são sem precedentes e ilegais e que recorre ao judiciário para defender seus direitos diante do que chama de retaliação do Executivo.
A Anthropic moveu uma ação contra o governo do presidente Donald Trump, em 9 de março de 2026. A empresa, criadora do Claude, contesta medidas do Departamento de Guerra após não autorizar uso militar irrestrito da IA. A ação ocorre em tribunais federais da Califórnia e de Washington, D.C.
A empresa busca restringir o uso da tecnologia a dois casos específicos: vigilância em massa e armas totalmente autônomas. O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, e outros funcionários defenderam aceitar todos os usos legais do Claude, segundo informações da AP.
Após a negativa da Anthropic, o Departamento de Guerra classificou a empresa como risco à cadeia de suprimentos na sexta-feira, 6 de março. O governo também ordenou que agências federais suspendessem o uso do Claude.
Desdobramentos legais e prazos
O Pentágono recebeu prazo de seis meses para eliminar gradualmente o Claude, integrando sistemas militares, inclusive os usados na região do Irã. A Anthropic afirma que as ações do governo são sem precedentes e ilegais, e que a Constituição protege o discurso da empresa.
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