- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo até o fim da próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes.
- Lula da Silva tem pressionado Haddad a disputar o governo paulista; os dois têm discutido o tema com frequência.
- A decisão foi publicada pelo jornal O Globo; o Ministério da Fazenda não comentou.
- A manobra visa ampliar a presença do presidente em um estado que costuma votar de forma expressiva na oposição de direita.
- Pesquisas Datafolha indicam Haddad com 31% no primeiro turno em São Paulo, contra 44% de Tarcísio de Freitas, apoiado pela família Bolsonaro.
Brazilia, 9 de março (Reuters) — o ministro da Economia, Fernando Haddad, deve deixar o cargo até o fim da próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo quatro fontes ouvidas pela Reuters nesta segunda-feira. A ida ao comando paulista seria incentivada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Haddad ainda não teve a conversa final com Lula sobre a candidatura, mas os dois têm conversado com frequência sobre o tema, conforme as fontes. O Ministério da Economia não comentou.
A notícia foi antecipada pelo jornal O Globo na manhã de hoje. O governo, por meio de assessoria, não apresentou posicionamento oficial até o momento.
Contexto político e cenário de São Paulo
A pressão interna acompanha a expectativa de um pleito difícil para o presidente, sobretudo em São Paulo, estado tradicionalmente favorável à oposição de direita, o que pode impactar a campanha presidencial de Lula.
Pesquisas recentes indicam cenário competitivo para a liderança petista. Dados do Datafolha mostraram potencial segundo turno entre Lula e Bolsonaro, com empate técnico, enquanto avaliação em São Paulo aponta Haddad com 31% de votos na primeira rodada contra 44% para o governador Tarcísio de Freitas.
Reporting by Lisandra Paraguassu, Bernardo Caram e Marcela Ayres; texto de Isabel Teles; edição de Gabriel Araujo e Deepa Babington.
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