- A 2ª Turma do STF analisa na sexta-feira, 13, a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, validando a quinta fase da Operação Compliance Zero; Toffoli voltará a votar no caso.
- Mendonça acolheu parecer da Polícia Federal, que afirmou que Vorcaro coordenava núcleo responsável por monitorar e intimidar adversários.
- A PF aponta mensagens no celular do banqueiro indicando solicitação de simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, incluindo a expressão: “Quero dar um pau nele”.
- Vorcaro foi transferido para o presídio federal de Brasília no dia 6 e permanece em cela individual; a defesa nega as acusações e diz confiar no devido processo legal.
- Além dele, foram presos Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Moraes Mourão; Mourão morreu após atentado contra a própria vida ao ser preso; a operação cumpriu mandados de busca em quinze endereços e prevê o sequestro de bens de até 22 bilhões de reais.
A 2ª Turma do STF analisa na sexta-feira (13) a decisão que autorizou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O voto de Mendonça validou a quinta fase da Operação Compliance Zero, com base em parecer da Polícia Federal. A análise ocorre após a conclusão da fase inicial das investigações.
Segundo a PF, Vorcaro chefiava um núcleo dedicado a monitorar e intimidar adversários do empresário, com atuação descrita como estratégica para seus negócios. A acusação aponta que o grupo tinha objetivos de neutralizar opositores.
A PF informou que mensagens recuperadas no celular de Vorcaro indicam a suposta solicitação de simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, em comunicação considerada de alto risco. A defesa nega as acusações e sustenta regularidade de conduta.
A sessão na 2ª Turma terá participação dos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que preside o colegiado. Toffoli retorna ao voto após deixar a relatoria do caso, em fevereiro.
Na sexta-feira (6), Vorcaro foi transferido para o presídio federal de Brasília, onde permanece em cela individual. A defesa afirmou que o banqueiro sempre colaborou com as autoridades e que as acusações são contestáveis.
Prisões e medidas cautelares
Além de Vorcaro, outras prisões preventivas ocorreram na terceira fase da operação, envolvendo Fabiano Zettel, responsável por pagamentos e pelo núcleo de intimidação, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. Também foi apontado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ligado ao grupo denominado “A Turma”.
A defesa de Mourão informou que ele faleceu após tentativa de suicídio no dia 4 de março, ainda durante a prisão. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 15 endereços em São Paulo e Minas Gerais.
Mendonça também determinou o afastamento de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a 22 bilhões de reais, conforme os desdobramentos da investigação.
Entre na conversa da comunidade