- A delegada Viviane Fontenelle registrou boletim de ocorrência para denunciar assédio do secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, em duas reuniões em fevereiro.
- Ela relata que ele a chamou de “delegata” e pediu uma foto dela para colocar em seu gabinete, em meio a uma reunião com outros delegados.
- Martins negou as acusações, afirmando que não houve conduta desrespeitosa ou incompatível com o ambiente institucional e que as alegações não correspondem à realidade.
- Segundo Viviane, colegas aorientaram para não registrar o BO após a primeira reunião, por estar “de cabeça quente”, temendo vazamento.
- Na segunda reunião, o secretário teria se retirado mais cedo, mas voltou a abordar a delegada, repetindo o pedido da foto, segundo o relato da policial. Ela disse buscar respeito à sua atuação na Polícia Civil do Maranhão.
A delegada Viviane Fontenelle registrou boletim de ocorrência contra Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão, por assédio em duas reuniões ocorridas em fevereiro. O episódio aconteceu durante encontros com delegados, todos homens, no órgão estadual.
Segundo Viviane, o secretário a chamou de delegata e comentou sobre querer uma foto dela para colocar no gabinete. Ela também relatou que se sentiu constrangida durante as reuniões, em meio a brincadeiras de um grupo de colegas.
Martins negou as acusações, por meio de nota oficial. O secretário afirmou não ter adotado conduta desrespeitosa ou incompatível com o ambiente institucional e disse que as alegações não correspondem à realidade.
Versão do Secretário
Maurício Martins informou que não houve qualquer conduta inadequada em reuniões de trabalho. O secretário ressaltou que o ambiente institucional foi preservado e que as alegações apresentadas não têm fundamento.
A defesa também afirmou ter colaborado com a apuração interna e ressaltou a importância do respeito entre os servidores. Não houve divulgação de detalhes adicionais sobre investigações internas.
Recomposição e contextos
Viviane Fontenelle informou que, após a primeira reunião, houve receio entre colegas de registrar o boletim, por temor de vazamentos. Em reunião subsequente, a delegada relatou novo episódio de assédio, com orientações de colegas para evitar a formalização.
A delegada afirmou ainda que a situação impacta sua atuação profissional e pediu respeito às decisões tomadas pela Polícia Civil do Maranhão. O caso segue em tramitação.
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