- Pesquisas de Datafolha, Ideia e Quaest apontam polarização: Lula mantém força, mas há mau humor econômico e disputa ativa necessária.
- Aprovação de Lula: Datafolha 47% (desaprova 49%), Ideia 47,2% (desaprova 50,5%), Quaest 44% (desaprova 51%).
- Espontânea: Lula lidera em todos os institutos, com Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro compondo o restante relevante; o cenário permanece polarizado.
- Rejeição: Lula e Flávio Bolsonaro ficam próximos em todos os levantamentos (variações: Datafolha 46% x 45%; Ideia 46,4% x 42,6%; Quaest 56% x 55%).
- Boas notícias: arrependimento de voto em 2022 é baixo; apoio espontâneo de Lula permanece estável. Más notícias: economia em mau humor pode exigir atuação política mais forte do governo.
O mês de março trouxe uma chuva de pesquisas sobre a eleição presidencial. Datafolha, Ideia e Quaest apresentaram levantamentos entre 8 e 11 de março. Os resultados indicam polarização acentuada, com Lula mantendo força mesmo diante de fatores que pesam economicamente. O cenário sugere competição entre a base do presidente e as candidaturas de Flávio Bolsonaro e de terceiras vias.
Apesar da diferença de metodologia, as três instituições convergem para um quadro: Lula lidera no 1º turno, com Flávio Bolsonaro como principal adversário, e os cenários de 2º turno costumam apontar empate técnico. Em intuições de voto espontâneas, Lula volta a aparecer na dianteira em todos os institutos, com variações entre 19% e 33,4% para o deputado e o ex-presidente Jair Bolsonaro mantendo presença.
A polarização também se vê nos índices de rejeição. Datafolha aponta Lula com 46% de rejeição e Flávio com 45%; Ideia registra 46,4% de rejeição para Lula e 42,6% para Flávio; Quaest traz 56% de rejeição para Lula e 55% para Flávio. Esses números reforçam o caráter competitivo da eleição já nas fases de pré-campanha.
Panorama de votos e cenários
No 1º turno, Lula lidera em todos os cenários testados pelos institutos, com variações de vantagem que vão de 7 a 1 ponto percentual sobre Flávio Bolsonaro. Nos cenários do 2º turno, as simulações costumam indicar empate técnico, mantendo a disputa aberta.
Outro dado relevante é o índice de arrependimento de voto, que se mostra baixo. O Datafolha informou que 90% dos entrevistados não se arrependeram do voto de 2022; entre os eleitores de Lula, esse patamar é de 91%. Esses números costumam indicar potencial de repetição do voto de 2022 em cenários polarizados.
Economia e perspectivas para a campanha
O mau humor econômico foi apontado como desafio para Lula. Dados de Ideia mostram piora da percepção econômica entre 44,1% dos entrevistados, com queda de 3,3 pontos percentuais desde fevereiro; 20,9% permanecem sem alteração, e 32,3% entendem que a economia melhorou. Quaest registra 48% de avaliação negativa da economia, 26% de estabilidade e 24% de melhora.
Os institutos sinalizam que essa percepção pode mudar com ajustes de políticas públicas e com a proximidade da campanha, quando a relação entre ações governamentais e chances de reeleição tende a se intensificar. A gestão da economia, porém, permanece como tema central para o desempenho de Lula.
O que vem pela frente
Especialistas destacam a necessidade de a oposição e movimentos de esquerda sintetizarem pautas estratégicas que dialoguem com o eleitorado feminino e com temas como segurança e políticas públicas. A desigualdade de interpretatividade entre as sondagens reforça a importância de monitorar novas pesquisas nas próximas semanas.
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