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Motta e Alcolumbre esvaziam Congresso diante do escândalo do Banco Master

Com votações virtuais e regime semipresencial, Congresso reduz presença em Brasília enquanto o caso Banco Master amplia pressão por investigações

Hugo Motta e Davi Alcolumbre articulam calendário com votações virtuais no Congresso em meio à repercussão do caso Banco Master (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • Congresso reduz a presença física: Câmara adota votações virtuais por três semanas; Senado deve funcionar em regime semipresencial.
  • Acordo entre lideranças prioriza votações remotas, com foco temporário em agendas locais e negociações para as eleições deste ano.
  • Caso Banco Master aumenta pressão por investigação: oposicionistas defendem a instalação da CPMI, que já tem assinaturas suficientes, mas precisa de leitura em sessão.
  • Pauta da Câmara foi reduzida em temas sensíveis, como projeto de resolução bancária, após repercussão do caso Banco Master.
  • Investigações da Polícia Federal apontam contatos de Vorcaro com Motta e Alcolumbre; autoridades dizem que menções não comprovam irregularidades.

O Congresso Nacional prevê uma fase de menor atividade presencial em Brasília, conforme acordo entre líderes. A Câmara adotará votações virtuais por três semanas, sob coordenação de Hugo Motta; o Senado também deve funcionar em regime semipresencial, sob Davi Alcolumbre. A pauta privilegia votações à distância.

A razão para o esvaziamento é o impacto político do caso Banco Master, sob investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Questionamentos sobre a rede de relações políticas de Vorcaro alimentam as tensões entre os poderes e o colégio de líderes.

Na prática, a colaboração entre partidos evita grandes sessões presenciais, com a janela partidária em vigor até 3 de abril. Deputados buscam mudanças de legenda sem perder o mandato, para acomodar interesses locais e eleitorais.

Paralelamente, matérias sensíveis foram retiradas da pauta da Câmara, como o novo regime de resolução bancária. A retirada ocorreu após a repercussão do caso Banco Master, segundo lideranças.

Para o líder do PSB na Câmara, parte dos parlamentares considerou inoportuno votar o tema neste momento. A posição foi defendida como forma de evitar ampliar a crise institucional.

Calendário virtual e impactos no debate

A adoção de voto remoto deve reduzir a circulação de pessoas em Brasília, diminuindo a articulação política presencial em torno do caso. Entre 16 e 20 de março haverá uma semana de votações presenciais, com o resto registrando votos eletrônicos.

No Senado, o funcionamento semipresencial tende a produzir efeito semelhante, permitindo participação à distância. A prática favorece menos reuniões entre lideranças e menos debates presenciais sobre o caso.

A oposição mantém pressão pela instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master. O requerimento já soma assinaturas suficientes, mas depende de leitura em sessão para formalização.

Senadores como Eduardo Girão defendem a CPMI e apontam

para a necessidade de apurar possíveis irregularidades associadas à operação. Girão também protocolou pedido de afastamento de Alcolumbre no Conselho de Ética do Senado.

A deputada Adriana Ventura criticou a omissão do Congresso diante do caso e reforçou o papel de cobrar uma atuação firme do Legislativo frente ao projeto ligado ao Banco Master.

Registros da investigação e posicionamentos

Relatórios da PF indicam que líderes do Congresso aparecem na rede de contatos de Vorcaro, com mensagens sobre encontros com Motta e Alcolumbre. A investigação ressalta que menções a autoridades não configuram, por si, irregularidades.

Entre os registros, há relatos de jantar na residência oficial da Câmara com Motta e de reunião noturna na residência do Senado. As mensagens foram obtidas na operação que investiga Vorcaro.

Motta, em entrevista à Rádio Metrópole, reiterou a defesa de apuração imparcial e apontou que o STF tem acompanhado o caso com decisões relevantes, sem detalhar conteúdos dos encontros.

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