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Novos documentos indicam que Starmer sabia do risco da relação Mandelson-Epstein

Documentos mostram que Starmer foi alertado sobre o risco reputacional de Mandelson; ele pediu mais de €600 mil, recebendo cerca de €87 mil

Peter Mandelson sale este miércoles de su casa de Londres
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  • Documentos publicados mostram que Starmer foi avisado do “risco reputacional” de nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington.
  • Mandelson buscou indenização acima de 600 mil euros ao ser afastado do cargo, alegando manter salário integral por quatro anos.
  • A compensação efetiva ficou em cerca de 87 mil euros, crédito contestado por opositores que criticaram a preparação do anúncio.
  • Além de Starmer, assessores próximos como Jonathan Powell e Morgan MacSweeney também viram com reservas a nomeação acelerada.
  • A investigação segue sob sigilo, com parte de informações ainda não publicadas, enquanto o escândalo afeta o governo em meio a eleições locais e nacionais.

Na primeira leva de documentos publicados pela Downing Street, surgem novos dados sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington e sobre o subsequente afastamento, motivado por controvérsias ligadas a Jeffrey Epstein. O material aponta que Keir Starmer foi avisado sobre o “risco reputacional” dessa escolha, mas prosseguiu no произошедшем ato.

Os memos internos, liberados pela Comissão de Segurança e Inteligência do Parlamento, indicam que a diligência prévia realizada em dezembro de 2024 já mencionava a relação entre Mandelson e Epstein. Segundo a auditoria, houve contato intenso entre os dois anos após a prisão de Epstein e Mandelson teria utilizado um apartamento em Nova York em 2019, ainda sob custódia da Justiça.

Fontes próximas ao governo relatam que Jonathan Powell, então assessor de Segurança Nacional de Starmer, manifestou surpresa com a pressa para nomear Mandelson como embaixador, durante interrogatório com o Procurador-Geral, em setembro de 2025. O relato revela reservas sobre a reputação do político e a forma acelerada do processo, embora Morgan MacSweeney tenha afirmado que as preocupações já haviam sido tratadas.

O episódio levou à demissão de MacSweeney, apontado como aliado próximo de Mandelson. O movimento ocorreu após pressão interna do Partido Trabalhista, que buscava um responsável político pela crise de reputação causada pelo caso Epstein. A nomeação de Mandelson foi alvo de críticas entre oposicionistas, os quais questionaram a avaliação de Downing Street sobre o assunto.

No aspecto financeiro, Mandelson tentou obter uma indenização superior a 600 mil euros ao deixar a embaixada de Washington, alegando salário integral pelo contrato de quatro anos. A negociação resultou em uma compensação de aproximadamente 87 mil euros. A polícia investiga supostas informações econômicas confidenciais repassadas a Epstein durante o governo de Gordon Brown.

Ainda não foram tornados públicos dados de investigações em curso, incluindo o interrogatório do político e eventuais respostas dele, bem como informações confidenciais acessadas por Mandelson na breve reinserção aos círculos de poder. A continuidade do caso mantém o cenário sob escrutínio, especialmente com as eleições locais marcadas para maio e a pressão interna sobre Starmer.

O conjunto de documentos ressalta que a gestão de Mandelson foi tratada como parte de uma crise maior de confiança ao redor do governo, com impactos potenciais nas perspectivas eleitorais do Partido Trabalhista. A investigação permanece em curso, sem conclusão publicada.

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