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Defesas de Marcola e demais presos pedem benefício igual ao de Vorcaro

Defesas de Marcola e de outros PCC na Penitenciária Federal de Brasília pleiteiam o mesmo benefício de Vorcaro, com visitas sem monitoramento

Banqueiro teve autorização para que diálogos com advogados não sejam monitorados na Penitenciária Federal de Brasília. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Advogados de presos de alta periculosidade na Penitenciária Federal de Brasília solicitaram na Justiça o mesmo benefício de Vorcaro, que permite reuniões com a defesa sem monitoramento nem gravação de áudio e vídeo.
  • O pedido envolve Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder do Primeiro Comando da Capital, que foi transferido para a unidade federal na semana passada.
  • A defesa de Marcola pretende formalizar o pedido ao juiz corregedor da unidade prisional; caso seja negado, o recurso poderá ser dirigido ao STF.
  • A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) criticou a decisão e destacou que a flexibilização pode comprometer a segurança das penitenciárias federais, mantendo regras rígidas de controle de contatos.
  • Outros advogados de integrantes do PCC também tentam estender o benefício a mais presos da unidade, citando problemas de saúde e questões de atendimento jurídico, além de alegações sobre monitoramento de conversas.

Defesas de presos da Penitenciária Federal de Brasília pedem o mesmo benefício concedido a Daniel Vorcaro pelo STF, que liberou reuniões com a defesa sem monitoramento ou gravação. A ação envolve Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. A solicitação é orientada pela defesa de outros detentos de alta periculosidade.

A mudança, autorizada ao banqueiro Vorcaro após transferência para a unidade federal na semana passada, abriu espaço para pleitos semelhantes no SPF. A Senappen criticou a decisão e avisou sobre riscos à segurança das penitenciárias federais.

A defesa de Marcola, representada por Bruno Ferullo, disse que o direito deve ser assegurado por ser essencial ao exercício da advocacia e à defesa. O pedido será formalizado ao juiz corregedor da unidade prisional, com possível recurso ao STF caso haja negativa.

Advogados de outros integrantes do PCC também buscam extensão do benefício. Ana Paula Minichillo solicitou para Carlenilto Maltas, envolvido em assassinatos no Ceará, citando saúde e atendimento jurídico precário. Outro pedido foi protocolado para Antônio Muller Júnior, conhecido como Granada.

A Penitenciária Federal de Brasília abriga figuras de destaque do crime organizado, como Marcola, Barbará, Funchal e o Fuminho, segundo informações da reportagem. A reação oficial envolve a Secretaria Nacional de Políticas Penais e o SPF, que defendem regras rígidas de contato e monitoramento.

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