- Detentos da Penitenciária Federal de Brasília querem estender o benefício de visitas sem monitoramento para o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em fraude de R$ 12 bilhões.
- Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília no último dia 6, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
- A defesa de Carlenilto Pereira Maltas protocolou ao STF, solicitando a extensão do benefício ao cliente, que é apontado como integrante da facção PCC.
- A advogada descreve que o atual regime de Maltas prevê agendamento, fiscalização rígida e monitoração de conversas, com gravação, e exige entrega de anotações aos agentes.
- Também há movimentação para que Antônio José Muller Júnior, o Granada, líder do PCC, possa receber o mesmo benefício; não há confirmação se o pedido será estendido a outras lideranças.
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Detentos da Penitenciária Federal de Brasília (PFBR) pleiteiam, junto ao STF, que o benefício de visitas de advogados sem monitoramento também seja concedido ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi transferido para a PFBR no dia 6 deste mês.
A defesa de Vorcaro argumenta que a comunicação entre advogado e cliente deve ocorrer de forma reservada, sem gravação ou monitoramento, conforme garantias do direito de defesa. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, por decisão da corte que já permitiu o benefício ao preso em questão.
Carlenilto Pereira Maltas, também detido na PFBR, teve petição protocolada ontem solicitando extensão do benefício a ele. Maltas é apontado como integrante do PCC e está preso após envolvimento em violência ligada à facção, incluindo mortes de lideranças com atuação no Ceará em 2018.
A defensora do preso destaca que Maltas é primário, tem família estável, cinco filhos e já enfrentou problemas de saúde dentro da prisão. Ela afirma que o regime atual exige agendamento prévio, duração de apenas uma hora e registro de conversas, com cópia de anotações entregues aos agentes.
A advogada sustenta que a extensão ao cliente de Vorcaro se baseia no direito de defesa, na comunicação reservada com o advogado e no livre acesso sem violar o sigilo profissional. O STF não confirmou a extensão ainda; o encaminhamento depende de manifestação do ministro.
Pedido também para Granada (Antônio José Muller Júnior) e outros líderes
O advogado Eliseu Minichillo anunciou que protocolará, nesta quinta-feira, petição em defesa de Antônio José Muller Júnior, conhecido como Granada, também detido na PFBR. Granada é apontado como uma das lideranças do PCC e tem negado acusações em depoimentos.
A PFBR abriga outros réus ligados ao PCC, entre eles nomes como Marcola, Barbará, o Funchal e o Fuminho. Não há confirmação sobre a inclusão de esses líderes no pleito de extensão do benefício; a atualização será publicada caso haja novos desdobramentos.
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