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Oito em dez apoiam fim da escala 6×1 sem redução salarial

Pesquisa Nexus aponta 80% a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, com maior apoio entre Millennials e Gen Z e expectativa de tramitação no Congresso

Imagem: Arquivo/ANAMATRA
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  • A pesquisa Nexus, com 2.021 pessoas de 16 a 40 anos em todas as unidades federativas entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro, aponta que 80% são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial; a margem de erro é de dois pontos percentuais.
  • Entre millennials (25 a 40 anos), 73% apoiam a mudança, 17% são contrários; 9% dos que eram contra mudariam de posição caso não haja redução salarial, elevando a aprovação para 82%.
  • Entre a geração Z (16 a 24 anos), 69% são favoráveis ao fim da escala, 22% são contra; 13% dos contrários mudariam de ideia se não houver redução salarial, também levando a 82% de aprovação.
  • O principal fator de decisão, segundo o estudo, é a renda mensal; há um grupo que apoia o fim independentemente do impacto salarial, mas a maioria prefere a mudança sem perda de renda.
  • No Congresso, quatro PECs tratam da redução da jornada de 44 para 40 ou 36 horas; uma delas está com parecer na Câmara, previsto para abril, com apoio do presidente da casa à pauta governista.

Oito em cada 10 brasileiros entre 16 e 40 anos são favoráveis ao fim da escala 6×1 sem redução salarial, aponta pesquisa Nexus divulgada nesta quinta-feira. O levantamento ouviu 2.021 pessoas em todas as regiões, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Entre os millennials, de 25 a 40 anos, 73% aprovam a mudança, e 17% são contrários. Quando o fim da escala não implica redução salarial, 9% dos que eram contrários passam a apoiar a proposta, elevando a taxa de aprovação para 82%.

Entre a geração Z, de 16 a 24 anos, 69% apoiam o fim da escala, enquanto 22% são contra. Caso a ausência de redução salarial não seja condicionante, 13% dos 22% que se opõem migrariam para o apoio, aumentando a taxa de aprovação a 82%.

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que a renda mensal aparece como principal fator de decisão no tema. Ainda assim, há um grupo menor que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, sugerindo mudança de valores sobre o trabalho. A maioria dos millennials adota posição pragmática: apoia a mudança desde que não haja perda de renda.

Contexto legislativo

Atualmente, quatro PECs tratam da redução da jornada semanal de 44 para 40 ou 36 horas, o que pode abrir caminho para o fim do regime de 6 dias de trabalho com descanso. Uma das propostas está sob relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA) na CCJ da Câmara, com parecer previsto para abril. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já manifestou apoio à pauta.

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