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Oposição busca barrar decreto de Tarcísio que extingue até 67 mil cargos em SP

Oposição busca sustar decreto de Tarcísio que extingue mais de 67 mil cargos, com impacto em saúde, pesquisa e serviços públicos

A deputada estadual Mônica Seixas. Foto: Assessoria
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  • A deputada Mônica Seixas protocolou, na Assembleia Legislativa de São Paulo, um projeto de decreto legislativo para sustar o decreto do governador Tarcísio de Freitas que extingue 67.722 cargos públicos; o decreto foi publicado em 27 de fevereiro.
  • Os cargos atingidos vão desde agentes de saúde a técnicos de pesquisa, passando por agente de organização escolar e apoio à pesquisa científica; a medida impacta escolas, laboratórios, unidades de saúde e programas de prevenção.
  • Sindicatos e entidades científicas afirmam que a extinção representa desmonte da produção científica e pode sobrecarregar equipes, com exceção de institutos agrícolas que teriam mais de 2,8 mil cargos afetados e 16.966 na área da saúde.
  • O governo sustenta que a reforma é para modernizar a gestão, com automação e novas formas de contratação; os cargos serão extintos apenas quando ficarem vagos, sem exoneração imediata.
  • O projeto ainda precisa tramitar pelas comissões da Alesp antes de ir ao plenário; entidades alertam para possíveis impactos negativos na prestação de serviços e avanços para privatizações e terceirizações.

A oposição busca barrar o decreto do governador Tarcísio de Freitas que prevê a extinção de mais de 67 mil cargos na administração estadual de São Paulo. A deputada Mônica Seixas, do PSOL, protocolou na Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida anunciada em 27 de fevereiro. O objetivo é impedir a perda de vagas na estrutura pública estadual.

Segundo o governo paulista, a extinção envolve 67.722 cargos, dos quais 33.477 já estão vagos e 34.295 devem ser desocupados gradualmente. Entre as funções atingidas, estão agentes de saúde, técnicos de saúde, organização escolar e apoio à pesquisa científica e tecnológica. O governo afirma que a medida não envolve exoneração imediata, apenas o fim de cargos quando ficarem vagos.

Propósito do decreto e justificativas oficiais

A implementação busca adequar a estrutura de pessoal à realidade de automação, modernização tecnológica e novas formas de contratação na administração. Tarcísio de Freitas afirmou que a medida racionaliza estruturas que não correspondem à realidade atual, ampliando recursos para áreas essenciais.

Reações de sindicatos e pesquisadores

Entidades de servidores e pesquisadores contestam o projeto, apontando risco à prestação de serviços públicos. A Adusp sustenta que a extinção afeta a produção científica e a conservação do estado, incluindo áreas de assistência técnica, laboratório e pesquisa agropecuária. A APqC denuncia perdas em institutos de pesquisa, como os agrícolas.

Impactos setoriais

No setor de saúde, o SindSaúde-SP afirma que ao menos 16.966 cargos podem ser extintos entre a Secretaria Estadual da Saúde e autarquias ligadas, com possível redução de atendimento e maior sobrecarga de profissionais. O SINTARES afirma que a medida atinge radiologia, com 281 cargos na Secretaria da Saúde sob risco.

Próximos passos

A proposta de Seixas ainda precisa tramitar nas comissões da Alesp antes de ir ao plenário. A discussão envolve impactos na capacidade de gestão pública, potenciais terceirizações e alterações no funcionamento de escolas, laboratórios e unidades de saúde. A governor ainda defende que a medida moderniza a máquina pública.

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