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TJ de Goiás anula decisão que proibia iFood de cobrar valor mínimo

TJ de Goiás autoriza cobrança de valor mínimo em pedidos do iFood, afirmando que o consumidor decide prosseguir ou buscar outra forma de adquirir o produto

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • O Tribunal de Justiça de Goiás anulou decisão que proibia o iFood de cobrar valor mínimo por pedidos em plataformas de delivery.
  • A 7ª Câmara Cível reformou o entendimento da primeira instância, que havia reconhecido abuso na prática.
  • A desembargadora Ana Cristina França, relatora do caso, entendeu que o valor mínimo não é prática abusiva e serve para viabilizar o serviço.
  • O voto foi unânime, afirmando que o consumidor pode escolher prosseguir com o pedido ou buscar outro meio para adquirir o produto.
  • O iFood afirmou que a decisão protege a viabilidade econômica de restaurantes parceiros e mantém a oferta de cardápio variada e com preços acessíveis.

O Tribunal de Justiça de Goiás anulou uma decisão que proibia a cobrança de valor mínimo em pedidos no iFood. A medida reconhece a legalidade da prática em plataformas de delivery e reformou entendimento anterior.

A 7ª Câmara Cível reformou a sentença da primeira instância, proferida pela juíza Elaine Christina Alencastro, que havia reconhecido abuso da exigência e determinado pagamento de dano coletivo de 5,4 milhões de reais.

A relatora do caso, Ana Cristina França, sustentou que fixar um ticket mínimo não configura prática abusiva. Segundo ela, o valor serve para viabilizar o serviço de entrega, sem obrigar o consumidor a adquirir itens adicionais.

Decisão e fundamentos

A análise do recurso, iniciado na semana passada, foi interrompida por pedido de vista da relatora e retomada nesta quarta. A decisão foi unânime entre os desembargadores.

O iFood afirmou que a decisão preserva a viabilidade econômica de milhares de restaurantes em todo o Brasil e a participação de 94% dos estabelecimentos parceiros. Alega que sem o valor mínimo haveria menor variedade de cardápios e reajuste de preços.

Impacto e contexto

Especialistas apontam que a prática ajuda a cobrir custos operacionais, principalmente de pequenos empreendedores. A decisão redefine a interpretação sobre condições comerciais em plataformas de entrega no estado.

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