- Lula afirmou ter proibido a entrada no Brasil de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, enquanto não houver mudança nas sanções contra o ministro Alexandre Padilha.
- A decisão acompanha o envio de sinal de retaliação aos EUA, após o governo americano cancelar vistos de familiares de Padilha em agosto de 2025.
- O ministro do STF Alexandre de Moraes chegou a autorizar a visita de Beattie a Bolsonaro, mas recuou após avaliação do Itamaraty e do chanceler Mauro Vieira.
- Lula lembrou que Padilha teve o visto bloqueado, assim como o visto da esposa dele e da filha de 10 anos, reforçando a proteção ao ministro.
- Em Brasília, Moraes já havia barrado a visita; na agenda, Lula participou da inauguração do novo setor de trauma e da clínica médica do Hospital Federal do Andaraí, com investimento de cerca de R$ 607 milhões e expansão para 650 atendimentos diários (aumento de 44%).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 13, que proibiu a entrada no Brasil de um assessor de Donald Trump, Darren Beattie, que pretendia visitar Jair Bolsonaro na prisão. A justificativa foi o bloqueio de vistos de familiares do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo governo dos EUA em agosto de 2025. A declaração ocorreu durante discurso no Rio de Janeiro.
Lula disse ter tomado a medida enquanto não houver mudança na situação envolvendo Padilha. Ele mencionou que Beattie tinha estratégias de visita ao ex-presidente, mas foi impedido de ingressar no país. A justificativa, segundo o presidente, é a retenção dos vistos de Padilha e de familiares próximos.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia autorizado a visita de Beattie a Bolsonaro, mas recuou após saber pela embaixada que o encontro não constava da agenda diplomática que justificou o visto. O chanceler Mauro Vieira também alertou para possível ingerência externa em assuntos internos.
Agenda no Rio
No mesmo dia, Lula participou da inauguração de novo setor de trauma e de uma clínica médica no Hospital Federal do Andaraí. O ato integra o plano de reestruturação dos hospitais federais no estado, chamado Agora Tem Especialistas.
O governo federal informou investimentos de cerca de 607 milhões de reais para ampliar a capacidade de atendimento, reabrir leitos e modernizar estruturas. A nova ala de trauma deve elevar o atendimento diário em 44%, para aproximadamente 650 pacientes por dia.
Entre na conversa da comunidade