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STF sob pressão; narrativa sobre o golpe perde fôlego

Narrativa do golpe perde força; desconfiança no STF atinge recorde e influencia votos para Senado e Presidência

Manifestantes na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de janeiro de 2023
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  • Pesquisas indicam que a narrativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro perdeu força, com 54% dos eleitores dizendo não acreditar na tentativa de golpe e 39% afirmando que houve, 7% não sabem.
  • A mesma pesquisa Meio/Ideia mostra relação entre apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e votos em senadores; 44% dizem que isso aumenta a chance de votos, 33% não veem influência e 15,5% não sabem.
  • Datafolha registra 43% de desconfiança no STF (novo recorde na série iniciada em 2012) e 16% dizem confiar muito; Quaest aponta 49% de desconfiança; 72% consideram o STF com poder excessivo e 66% querem senadores alinhados com impeachment.
  • O desgaste costuma estar ligado aos escândalos do Banco Master e às fraudes do INSS, com investigações que sugerem envolvimento de ministros, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes; 35% associam o Master ao STF e 69,9% dos que conhecem o caso acreditam que isso abalou a credibilidade da instituição.
  • A combinação de esses fatores levou a uma leitura de que o julgamento de Bolsonaro e de seus aliados foi injusto para parte da população, contribuindo para a mudança de percepção pública e influenciando o clima eleitoral, inclusive em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro.

A narrativa sobre a tentativa de golpe, associada a Jair Bolsonaro e aliados, perdeu força na opinião pública. Três anos após o período de maior pressão punitiva, a visão de que houve um golpe não é mais majoritária.

Pesquisa Meio/Ideia revela mudança significativa: 54% dos eleitores não acreditam na existência de golpe, enquanto 39% afirmam que houve tentativa. 7% não sabem responder.

A mesma sondagem apontou que 44% apoiam impeachment de ministros do STF como fator de voto para Senado, 33% não veem relação, e 15,5% consideram que isso reduz votos. Outros 7,5% não sabem.

Desempenho do STF e apoio popular

Duas pesquisas divulgadas nesta semana indicam queda da confiança no STF. Datafolha aponta 43% de desconfiança, o maior índice desde 2012, e 16% dizem confiar muito. Genial/Quaest indicam 49% de desconfiança.

A Quaest também mostra 72% considerando o STF com poder excessivo, e 66% acham importante votar em senadores que defendam o impeachment de ministros da Corte. Dados refletem uma mudança de percepção sobre a atuação do tribunal.

Relação com o caso Banco Master

O desgaste do STF tem relação com o Banco Master e fraudes associadas ao INSS, com investigações da Polícia Federal envolvendo ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Meio/Ideia: 35% ligam o Master ao STF, 69,9% acreditam que o caso abalou a credibilidade da instituição.

Entre críticos, a narrativa de ativismo judicial ganha contornos de fatores políticos de longa duração, como questionamentos éticos, decisões processuais e a percepção de parcialidade em julgamentos. O tema influencia o debate eleitoral.

Implicações para as eleições de outubro

A virada de percepção facilita a ascensão de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, segundo a pesquisa, ao mostrar maior receptividade entre eleitores que rejeitam a ideia de golpe. A desaprovação ao STF pode favorecer candidaturas associadas a agendas de mudança institucional.

De modo geral, o resultado das pesquisas aponta para uma reavaliação do eleitorado sobre os eventos de 2022 e 2023, bem como sobre o papel dos Poderes. O debate permanece centrado na relação entre o Judiciário e o processo eleitoral.

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