- Bolsonaro está há 48 horas internado em um hospital particular em Brasília, após infecção bacteriana no pulmão.
- neste domingo, houve estabilidade e melhora da função renal, mas houve elevação nos marcadores inflamatórios.
- o tratamento foi ampliado com antibióticos e a fisioterapia respiratória e motora foi intensificada; não há previsão de alta e a expectativa é manter o paciente internado por pelo menos uma semana.
- ele se alimenta com dieta pastosa, recebe oxigênio por cateter nasal e realiza fisioterapia na UTI do DF Star.
- os filhos visitaram o ex-presidente e médicos destacaram que o quadro continua grave, com laudos sendo avaliados para possível novo pedido de prisão domiciliar humanitária.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado em um hospital particular de Brasília 48 horas depois de ser diagnosticado com infecção bacteriana no pulmão. A internação ocorreu na manhã de sexta-feira (13), após piora do estado de saúde durante a madrugada na penitenciária da Papudinha.
Na manhã deste domingo (15), boletim médico indicou evolução estável da função renal, embora haja elevação dos marcadores inflamatórios. O tratamento com antibióticos foi ampliado e a fisioterapia respiratória e motora foi intensificada. Não há previsão de alta; a expectativa é manter a internação por ao menos uma semana. Ele se alimenta com dieta pastosa, recebe oxigênio por cateter nasal e realiza sessões de fisioterapia na UTI do DF Star.
O quadro clínico é acompanhado pela equipe médica, chefiada pelo cardiologista Leandro Echenique. No histórico recente, Bolsonaro chegou a realizar caminhadas antes de apresentar piora na saturação de oxigênio, chegando a 82% em um episódio de sexta-feira.
Evolução clínica e tratamento
Relatos médicos indicam que o paciente evoluiu para estabilidade, com melhora na função renal após a internação. A equipe informou que a resposta aos antibióticos ainda não atingiu o efeito máximo, o que influencia no manejo terapêutico e pode afetar os rins.
A Secretaria de Direitos Humanos da Papudinha foi acionada para avaliar a situação clínica antes da internação, e a administração da prisão confirmou o quadro grave na manhã de sábado, com a necessidade de monitoramento intensivo.
Visitas e posicionamento da defesa
No sábado (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro visitaram o pai e relataram que o quadro permanece grave. Segundo Carlos, médicos disseram que os antibióticos ainda não alcançaram efeito máximo.
Flávio informou à imprensa que a defesa pretende apresentar novo pedido de prisão domiciliar humanitária, caso haja laudo médico que justifique a medida. Em nota, ele destacou que o risco é o de o ex-presidente ficar sozinho por muito tempo, o que poderia agravar a situação em situações de eventual desmaio.
Com informações de Letícia Martins, Danilo Moliterno, Gabriela Boechat e Gustavo Uribe.
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