- O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deveria ser afastado até o fim das investigações sobre as relações de Daniel Vorcaro com integrantes da Corte.
- A declaração foi feita durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 16 de março de 2026.
- Viana citou uma suposta conversa entre Moraes e Vorcaro e informou que teve acesso a dados do celular de Vorcaro indicando que o número que recebeu a mensagem era de um aparelho funcional do STF.
- O senador disse que enviará um ofício à Justiça para saber quem estava com o aparelho no dia em que houve a suposta comunicação.
- Viana contou ainda que espera que Vorcaro faça delação premiada o mais breve possível, destacando que isso poderia esclarecer o envolvimento de parlamentares, ministros do STF e pessoas do STJ.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deveria ser afastado durante as investigações sobre as ligações entre Daniel Vorcaro e integrantes da Suprema Corte. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Viana, presidente da CPMI do INSS, disse que em um país com regras fortes de governança Moraes estaria afastado até o fim das apurações. Alega que a isenção da investigação demanda afastamento preventivo, para evitar interferência externa no processo.
Segundo o senador, a CPMI teve acesso a dados do celular de Vorcaro e confirmou que uma mensagem enviada pelo ex-banqueiro tinha como destinatário um número utilizado por um aparelho funcional do STF. Viana chegou a afirmar, depois, que o número pertencia ao Supremo, não a Moraes, e disse que enviaria um ofício à Corte para esclarecer quem operava o aparelho no dia da suposta comunicação.
Perspectivas sobre delação
Viana afirmou que espera uma delação premiada de Vorcaro o mais rápido possível. Ele contou confiar no relator do caso Master no STF, André Mendonça, para homologar depoimento, mesmo se envolver colegas do tribunal. O senador destacou que o compartilhamento de informações pode esclarecer o envolvimento de parlamentares, ministros e membros do STJ, segundo sua leitura.
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