- AESP divulgou nota manifestando preocupação com a judicialização de opiniões na radiodifusão e reiterou a defesa da liberdade de expressão e do debate público.
- No Programa do Ratinho, exibido ao vivo, o apresentador questionou a liderança da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, citando a identidade de gênero de Erika Hilton e dizendo que “ela não é mulher, ela é trans”.
- Erika Hilton, deputada federal, processa Ratinho e pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans.
- A deputada também afirmou que Ratinho atacou pessoas trans e reforçou uma visão misogínica em suas declarações durante o programa.
- AESP enfatizou que democracias fortes protegem o debate público e a liberdade de imprensa, defendendo que o jornalismo e os conteúdos de rádio e televisão devem continuar sendo espaços de análise e crítica.
O apresentador Ratinho, de 70 anos, está no centro de uma polêmica após declarações feitas ao vivo no Programa do Ratinho. Erika Hilton, deputada federal (PSOL-SP) de 33 anos, acionou a Justiça e requer indenização de 10 milhões de reais por transfobia. O caso envolve o SBT e o conteúdo exibido na edição da noite de quarta-feira.
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) divulgou nota pública replicando apoio à liberdade de imprensa, ao jornalismo e ao debate público. A entidade destacou a importância do respeito às pessoas durante as análises de temas relevantes, sem excluir o direito à crítica.
Entenda a polêmica
No programa exibido ao vivo, Ratinho afirmou que a líder da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é trans e questionou a conveniência de o cargo ser ocupado por uma mulher trans, sugerindo que deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. A fala gerou reação e a abertura de ação na Justiça.
Erika Hilton confirmou, pelas redes sociais, que entrou com o processo contra o apresentador e o Sistema Brasileiro de Televisão. A deputada afirmou que houve um ataque violento contra ela e outras mulheres trans, e citou que a ação visa danos morais coletivos. A defesa baseia-se no conteúdo entendido como transfobia.
A ação civil pública ajuizada em relação ao episódio busca indenização por danos morais amplos à população trans e travesti, com repercussões na imagem do público e no debate público. A decisão sobre o caso ainda depende do tribunal competente.
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