- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reafirmou a pré-candidatura à Presidência e negou alianças com Flávio Bolsonaro ou partidos da direita tradicional.
- Afirmou que manterá a pré-campanha até o fim da eleição e defendeu a renovação na política brasileira, criticando a atuação de quem já está no meio político.
- Disse que pretende defender propostas impopulares com a classe política, como manter o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral, e criticou o STF.
- Em caso de segundo turno, afirmou que apoiará qualquer candidato da direita contra o PT, destacando alinhamento com bandeiras da direita.
- Romeu Zema entregará o cargo de governador a partir de domingo, às 11h, ao vice Mateus Simões, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira que manterá sua pré-candidatura à Presidência até o fim da campanha e negou qualquer articulação para alianças formais com Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional. O posicionamento foi feito durante visita à EPTV Sul de Minas, em Varginha (MG).
Ele destacou a necessidade de renovação na política nacional, afirmando que pessoas sem carreira política têm mais chance de enfrentar práticas arraigadas em Brasília. Segundo Zema, quem já está no meio político costuma ver tais práticas como normais, o que ele contesta.
Durante a visita, o governador afirmou que pretende impor propostas impopulares entre a classe política, incluindo críticas ao uso de fundos partidários e eleitorais. Também criticou o STF e declarou que o Brasil precisa de mudanças estruturais para ampliar a oxigenação política.
O chefe do Executivo estadual afirmou que, caso não avance ao segundo turno, apoiará candidaturas da direita contra o PT. Zema disse ter bandeiras alinhadas com esse campo e ressaltou a defesa de família e de maior investimento na segurança pública.
A solenidade de transmissão do cargo de governador para o vice, Mateus Simões (PSD), está marcada para domingo (22), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, às 11h. A transição ocorre ao fim oficial do mandato de Zema.
Durante a visita, Zema tratou de temas regionais do Sul de Minas, como obras da MG-167 entre Varginha e Três Pontas, pedágios, privatização da Copasa e ações de segurança. Também comentou sobre terras raras, produção de lítio e projetos de armazenamento no Lago de Furnas.
Sobre as obras da MG-167, o governador disse que os recursos estão garantidos, mas dependem de decisões judiciais que atrasam o andamento. Em relação aos pedágios, defendeu o modelo de concessões como forma de manter manutenção e reduzir acidentes, destacando que o custo é compensado pelo uso diário.
Na pauta de privatizações, Zema afirmou acreditar que a Copasa será privatizada em breve, com investimentos que ampliem o saneamento básico em Minas. Sobre segurança, reforçou o combate ao crime organizado e a necessidade de prevenção para evitar a expansão de facções.
Entre os temas estratégicos, o governador lembrou planos para aumentar a produção de lítio e terras raras, buscando transformar o Estado em polo de tecnologia e inovação. Também mencionou planos para modernizar balsas no Lago de Furnas e melhorar o transporte regional com navios mais seguros.
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