- A defesa de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, apresentada ao Supremo, sustenta três pontos centrais sobre relações com Careca do INSS.
- Primeiro: exceto pela viagem a Portugal em dois mil e vinte e quatro, Lulinha não mantém laços com Antonio Carlos Camilo Antunes; o filho do presidente teve passagens, hospedagem e alimentação pagas pelo acompanhante, mas sem compromisso.
- Segundo: uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, apresentou Lulinha ao Careca, que na época era visto apenas como empresário farmacêutico buscando negócios, sem acordo celebrado.
- Terceiro: em Portugal, visitaram uma fazenda de cannabis para fins medicinais; as motivações do Careca seriam comerciais, as de Lulinha, familiares, incluindo preocupação com uma sobrinha que usa canabidiol.
A defesa apresentada ao Supremo Tribunal Federal por Fábio Luís da Silva, o Lulinha, sustenta três pilares para afastar ligações com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Alega que, exceto por uma viagem conjunta a Portugal em 2024, não houve laços significativos entre as partes. A partir do material, afirma que gastos com passagem, hospedagem e alimentação foram pagos pelo acompanhante, sem qualquer compromisso.
Segundo a defesa, uma amizade com Roberta Luchsinger, empresária do ramo farmacêutico, aproximou Lulinha de Careca. Ela o teria apresentado ao Careca, que na época seria apenas um empresário buscando negócios, sem firmar acordos ou contratos.
Alegação adicional aponta que, em Portugal, o grupo visitou uma fazenda de cannabis com finalidades diferentes: comerciais para Careca e familiares para Lulinha, que dizia ter interesse na saúde da sobrinha, epilépsica, na obtenção de cannabidiol em quantidade e qualidade adequadas.
Pontos centrais apresentados pela defesa
A defesa sustenta que a relação com Careca não envolve negócios ou favorecimentos. Diz que o único elo com o INSS seria indireto, não configurando benefício ou vantagem indevida. A narrativa também destaca que, na viagem a Portugal, as motivações foram distintas para cada um.
Especialistas ouvidos pela defesa devem questionar o enquadramento do inquérito, defendendo que não houve troca de favores ou tentativa de influência. A peça busca descolar a imagem de Lulinha de qualquer operação que possa se confundir com irregularidade.
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