Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STJ adia decisão sobre ex-presidente da Vale no caso Brumadinho

STJ adia decisão sobre ex-presidente da Vale no caso Brumadinho; divergência entre ministros persiste e voto final fica para sete de abril

Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale, durante julgamento no STJ sobre o caso Brumadinho
0:00
Carregando...
0:00
  • STJ suspendeu, nesta terça-feira, o julgamento sobre a permanência do ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman na ação penal do caso Brumadinho, após pedido de vista do ministro Og Fernandes.
  • Antes da interrupção, o ministro Antonio Saldanha Palheiro divergiu e votou pelo desprovimento do recurso do Ministério Público, mantendo o trancamento da ação penal.
  • Saldanha afirmou que o tema envolve alta complexidade probatória e distinguia responsabilidade civil de penal, dizendo que a narrativa contra Schvartsman não se sustenta na esfera criminal.
  • O ministro informou que apresentará voto na sessão de 7 de abril, mantendo a discussão aberta e sem decisão final.
  • O julgamento analisa a consistência da denúncia e se há elementos suficientes para o prosseguimento do processo contra Schvartsman, com foco na atuação da cúpula da Vale e em alertas técnicos sobre a barragem.

O STJ adiou a decisão sobre a continuidade da ação penal contra o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman no caso Brumadinho. Após voto divergente do ministro Antonio Saldanha Palheiro, o julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Og Fernandes nesta terça-feira, 17 de março de 2026, em Brasília.

Antes da pausa, Saldanha defendeu o desprovimento do recurso do Ministério Público Federal e a manutenção da decisão do TRF-6 que trancou a ação penal por meio de habeas corpus. O ministro sustentou que o caso envolve alta complexidade probatória e que a responsabilidade de uma empresa exige delegação de funções técnicas, dificultando imputação direta ao presidente.

Saldanha afirmou também que a narrativa da acusação não se sustenta na esfera penal, destacando que a cúpula da Vale foi citada sem individualizar suficientemente a conduta do ex- executivo. Ele apontou que relatórios e e-mails referidos no processo são genéricos e não demonstram conhecimento direto do risco de rompimento.

ENTENDA O CASO

A 6ª Turma do STJ analisa a retomada da ação contra Schvartsman, acusado de responsabilidade pelas mortes no rompimento da barragem de Brumadinho (MG) em 25 de janeiro de 2019. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros confirmou dezenas de mortes, com centenas de pessoas afetadas, conforme informações oficiais da época.

O julgamento trata de recurso do MPF contra decisão do TRF-6 que havia trancado a ação penal apenas em relação ao ex-executivo. A corte avalia se há fundamento para manter Schvartsman no processo e qual a consistência da denúncia para prosseguir.

A discussão envolve, ainda, a aplicabilidade do habeas corpus para trancar a ação penal e a robustez das provas apresentadas pelo Ministério Público para justificar o andamento do processo.

HISTÓRICO DE DECISÕES

O TRF-6 concedeu habeas corpus à defesa em março de 2024, entendendo que não havia justa causa para processar Schvartsman. A corte argumentou que a denúncia não apontava conduta direta suficiente para imputação criminal. O MPF contestou esse entendimento no recurso ao STJ, alegando extrapolação dos limites do habeas corpus e apontando omissões relevantes do então presidente diante de alertas técnicos sobre a segurança da barragem.

COMO VOTARAM OS MINISTROS

A 6ª Turma, especializada em direito penal, compõe-se de: Sebastião Reis Júnior (relator), que votou pela retomada da ação penal; Rogerio Schietti Cruz, que o acompanhou; Antonio Saldanha Palheiro, que divergiu pela manutenção do trancamento. Og Fernandes pediu vista, enquanto Jesuíno Rissato ainda não votou.

Com o voto divergente de Saldanha, o placar está parcialmente em 2 a 1 a favor da retomada da ação penal, mas a decisão final ainda não foi proferida.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais