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PF: diretor-geral diz que investigarão quem for necessário

PF não será intimidada e vai investigar todos que tiver que investigar, com foco em fraudes bilionárias do INSS e possíveis vínculos políticos

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  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF investigará todos os que tiverem que investigar, no devido processo legal.
  • Rodrigues afirmou que a PF não será intimidada, durante discurso na Febraban, em São Paulo.
  • O foco inclui investigações sobre fraudes no banco Master e fraudes bilionárias do INSS.
  • A PF encaminhou para perícia entre 70 e 80 celulares ligados aos inquéritos do Master, sendo oito deles de Daniel Vorcaro; parte das evidências está concentrada em Brasília.
  • Em outra linha, há investigação sobre o INSS com relação a políticos e pedidos de quebra de sigilo bancário no STF; há menções ao filho do presidente e a um envolvimento de lulas, com documentos como um envelope encontrado na casa de Vorcaro.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 18, que a PF vai investigar todos aqueles que tiverem que investigar. A declaração ocorreu durante evento na Febraban, em São Paulo, em tom de firmeza institucional.

Rodrigues ressaltou que a atuação da PF será baseada na legalidade, no devido processo legal e na função institucional. A mensagem enfatiza que a corporação não será intimidada por ninguém, independentemente de posição ou influência.

O objetivo é avançar nos inquéritos em andamento sobre fraudes no banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, e sobre o esquema de fraudes no INSS. A PF afirma manter o foco em apurar desvios bilionários no sistema financeiro e nas seguidas ramificações políticas.

À reunião na Febraban, o diretor-geral lembrou que a PF tem enfrentado ataques em redes sociais. Ele citou, como exemplo, a continuidade do inquérito relacionado ao Master e a necessidade de concluir investigações com base em provas.

Na esfera de apurações, a PF já enviou a São Paulo parte das perícias de celulares apreendidos durante o caso Master, com o objetivo de acelerar a coleta de dados. Ao todo, existiriam entre 70 e 80 aparelhos sob perícia, incluindo oito usados pelo investigado Vorcaro.

Paralelamente, a PF analisa um envelope encontrado na residência de Vorcaro, em Brasília, durante a Operação Compliance Zero. O documento chamou atenção por conter indicações manuais ligadas ao Congresso, o que ampliou a linha de apuração sobre possíveis relações com parlamentares.

Em outro foco, investigações sobre o INSS já atingem o STF, com relação a políticos. A PF aponta pagamentos que teriam chegado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, além de menções ao que chamam de Careca do INSS. O STF já aprovou pedidos de quebra de sigilo bancário no caso.

A PF afirma que continua reunindo evidências, cruzando informações e cumprindo diligências com o objetivo de esclarecer as operações e altos esquemas identificados. A instituição não detalha novos prazos, apenas reforça o compromisso com o andamento técnico das apurações.

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