- A primeira sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara foi comandada por Erika Hilton, primeira mulher trans a presidir a comissão.
- Policiais da Câmara montaram esquema reforçado e chegaram a pedir a Erika que atuasse para serenar os ânimos antes da sessão.
- Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita com 11 votos, contra 10 votos em branco, enfrentando críticas de deputadas de direita.
- A parlamentar afirmou que as críticas se referiam ao “esgoto da internet” e não a mulheres contrárias à eleição, destacando ameaças de morte recebidas.
- O encontro teve bate-bocas, incluindo Fernanda Melchionna chamando Clarissa Tércio de transfóbica e criminosa.
A primeira sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, sob a presidência de Erika Hilton, ocorreu em meio a um clima de tensão entre deputados de direita e o encontro contou com a presença de um esquema reforçado da Polícia Legislativa. A parlamentar, colega de bancada do PSOL, assumiu o comando da comissão pela primeira vez.
Policiais da casa chegaram a orientar Erika antes da sessão para que buscasse acalmar os ânimos, em vez de elevá-los. A atuação policial reforçou a segurança do plenário diante das ofensivas de alguns parlamentares durante a sessão.
A eleição de Erika Hilton, a primeira mulher trans a ocupar a presidência da comissão, ocorreu com 11 votos a favor contra 10 votos em branco. Em posturas públicas, ela disse que as críticas recebidas nas redes sociais foram dirigidas ao “esgoto da internet”, que, segundo ela, a teria ameaçado de morte. A deputada também afirmou que não atacava mulheres contrárias à sua eleição, e sim as ameaças recebidas.
Condução da sessão e desdobramentos
Durante os debates, houve bate-bocas entre parlamentares, com embates entre aliados de Erika e membros da oposição. Em um episódio, Fernanda Melchionna, do PSOL, chamou Clarissa Tércio, do PP, de transfóbica e criminosa, após a afirmação de que Erika não deveria ocupar a cadeira. A discussão destacou o acirramento vivido no plenário.
A sessão teve alta afluência de público e gerou repercussão entre opositores e apoiadores da nova gestão da comissão. O episódio reflete a polarização em torno da pauta de direitos da mulher e da atuação da liderança trans na Câmara.
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