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Gilmar Mendes veta CPI para quebrar sigilo de fundo ligado a hotel de Toffoli

Gilmar Mendes veta quebra de sigilo do fundo Arleen, ligado à família Toffoli, destacando caráter excepcional e necessidade de fundamentação rígida

Gilmar Mendes já havia suspendido as quebras de sigilo da Maridt, também determinadas pela CPI do Crime Organizado
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  • O ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo do fundo Arleen pela CPI do Crime Organizado, alegando que a medida é excepcional e requer fundamentação mínima adequada.
  • A decisão foi tomada a pedido dos advogados da Arleen e cita decisão de Flávio Dino, que suspendeu quebras aprovadas em bloco pela CPMI do INSS.
  • Em 2021, a Arleen comprou participação da Maridt no resort Tayayá, no interior do Paraná; a Maridt está ligada à família do ministro Dias Toffoli.
  • Toffoli afirmou não conhecer o gestor do fundo Arleen nem ter recebido valores do Master ou de seus aliados; a relatoria do caso Master permaneceu sob questionamento após mudanças no STF.
  • A CPI aprovou em 18 de março a quebra de sigilos bancário e fiscal do Arleen para o período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2026, em votação simbólica com recomendação de maior cautela na análise de quebras de sigilo.

Gilmar Mendes impediu a quebra de sigilo do fundo Arleen pela CPI do Crime Organizado. A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, e atende a pedido dos advogados da empresa. O ministro pontuou que a medida tem caráter excepcional e exige fundamentação sólida.

A CPI aprovou, em 18 de março, a quebra de sigilos do Arleen por 12 meses, abrangendo 2021 a 2026. O requerimento é de Sergio Moro, e a implementação ocorreu em votação simbólica. O STF foi acionado para questionar a medida.

Decisão de Gilmar Mendes

Mendes suspendeu também quebras de sigilo da Maridt Participações, relacionadas ao mesmo caso. Em 27 de fevereiro, o ministro alegou descumprimento dos limites da CPI e falta de fundamentação. A medida era vista como invasiva e sem comprovação suficiente.

Contexto sobre Tayayá e Toffoli

Em 2021, a Arleen comprou participação da Maridt no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, Paraná. Dias Toffoli, que integra o quadro societário da Maridt, declarou não conhecer o gestor do fundo Arleen nem ter recebido valores de envolvidos no Master.

Sobre a relação com o Master

Toffoli foi relator do caso Master no STF até fevereiro de 2026. A venda da participação da família no Tayayá ocorreu em duas etapas, com repostas apresentadas pela Maridt de que a empresa não integra mais o grupo. A operação envolve vínculos financeiros complexos com fundos ligados ao Banco Master.

Esclarecimentos oficiais

Em nota publicada em janeiro de 2026, a família Toffoli informou que a Maridt não participa mais do Tayayá, tendo vendido suas cotas em 2021 e 2025. A empresa afirmou que todas as informações foram declaradas à Receita Federal.

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