- Itamaraty emitiu um passaporte diplomático novo para Erika Hilton após autoridades dos Estados Unidos registrarem seu gênero como masculino em um visto.
- Segundo a deputada, a mudança ocorreu apenas no visto, não no documento brasileiro. Ainda assim, ela solicitou um novo passaporte para não ter o carimbo “violento” no documento.
- Hilton mantém o passaporte antigo guardado, pois nele constam vistos de outros países.
- Ela acionou organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas não houve avanço até o momento.
- Em relação ao SBT e ao apresentador Ratinho, a deputada diz ter tomado medidas judiciais e pediu retratação, além de afirmar que não pretende viajar aos EUA enquanto o registro permanecer.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) teve um novo passaporte diplomático emitido pelo Itamaraty após o registro, pelos EUA, do gênero masculino em um visto. A mudança ocorreu apenas no visto, não no documento brasileiro, que motivou a solicitação de um novo passaporte pela congressista. Hilton afirmou que não queria o carimbo com o que chamou de violência no passaporte anterior.
Ela informou manter o passaporte antigo guardado porque nele constam vistos de outros países. Hilton criticou a atuação de organismos internacionais, dizendo que, apesar de ter acionado a ONU e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, não houve avanço objetivo nos seus pedidos. A deputada também não pretende viajar aos EUA enquanto esse registro permanecer.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Hilton disse ter procurado o SBT após declarações de Ratinho sobre gênero. A congressista afirmou ter recebido contatos da emissora por meio da assessoria e diretamente, mas não detalhou o teor das conversas. Ela pediu medidas administrativas e judicialmente cabíveis, incluindo possível retratação pública.
Durante a conversa, Hilton disse ter adotado todas as medidas cabíveis contra o apresentador e solicitou providências ao SBT. Ela mencionou que, se não houver posição da emissora, poderá solicitar suspensão da atração. As declarações foram classificadas pela deputada como ofensivas, atingindo mulheres cis e pessoas trans.
A parlamentar ressaltou que o episódio expôs limites entre crítica política e discurso que incentive preconceito. Ela lembrou histórico de falas de Ratinho que, segundo ela, teriam sido ofensivas em outras ocasiões. Hilton afirmou sentir-se agredida, violentada e ridicularizada pelo conteúdo das falas.
A votação para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, alvo de críticas da oposição, também foi mencionada. O Ministério das Comunicações analisa o caso, e o MPF já acionou Ratinho e o SBT por transfobia, com nota de repúdio da emissora e justificativa de não arrependimento do apresentador.
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