- Lula disse que o governo vai agir para impedir que os efeitos da guerra no Irã sejam repassados ao custo de vida no Brasil, citando impactos em produtos como alface, feijão e carne.
- O presidente afirmou que houve abusos no mercado de combustíveis, com aumentos em diesel, gasolina e álcool que não teriam relação direta com a guerra.
- Disse ter estudado medidas, incluindo subsídio às importações, mas houve elevação dos preços nas bombas.
- Lula afirmou que houve mobilização de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Procons para investigar aumentos considerados indevidos.
- Em nível internacional, criticou a atuação da ONU e pediu que o Conselho de Segurança atue para evitar conflitos, destacando que bilhões são gastos em guerras frente a pessoas que passam fome.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 19, em São Paulo, que o governo vai agir para impedir que os efeitos da guerra no Irã sejam repassados ao custo de vida da população. O anúncio ocorreu na abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte.
Lula disse que não permitirá que suba o preço de itens como alface, feijão e carne por causa do conflito. Ele citou estudos sobre medidas para conter os preços, incluindo subsídio às importações, mas ressaltou que já houve aumento nos combustíveis.
O presidente afirmou que aumentos recentes não se justificam apenas pelo cenário mundial. Ele citou elevação no preço do álcool e da gasolina, e associou os reajustes a práticas abusivas no mercado. Ações de fiscalização foram mobilizadas.
Críticas à ONU
No plano internacional, Lula criticou a condução de conflitos e pediu uma atuação mais firme do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, os cinco membros permanentes deveriam agir para evitar guerras, não apenas reagir a elas.
Lula afirmou que países com poder de decisão precisam reduzir gastos com armamentos e voltar a priorizar problemas sociais. Ele mencionou que bilhões de dólares foram destinados a guerras, enquanto milhões passam fome, segundo o presidente.
O discurso ocorreu durante a abertura da Caravana Federativa, que reúne representantes de mais de 30 ministérios para levar serviços e anúncios de investimentos em saúde, habitação e infraestrutura a estados e municípios.
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