Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ONU aponta desigualdade de gênero no acesso à água

Relatório da Organização das Nações Unidas aponta desigualdade de gênero no acesso à água, com mulheres responsáveis pela coleta em maioria rural e sub-representadas na governança

Saneamento básico
0:00
Carregando...
0:00
  • Relatório da ONU aponta desigualdade de gênero no acesso à água, com as mulheres responsáveis pela coleta em mais de setenta por cento dos domicílios rurais sem acesso a esse serviço.
  • Cerca de dois bilhões e cento e um milhões de pessoas não têm água potável administrada com segurança; mulheres e meninas são as mais impactadas.
  • Mulheres e meninas perdem educação e oportunidades de subsistência devido ao esforço de coleta, com cerca de duzentos e cinquenta milhões de horas diárias gastas nessa tarefa.
  • Apesar de seu papel central, as mulheres permanecem subrepresentadas na governança, no financiamento e na tomada de decisões do setor hídrico.
  • Recomendações incluem eliminar barreiras legais e institucionais, investir em dados desagregados por sexo, valorizar o trabalho não remunerado relacionado à água e fortalecer a liderança feminina na governança hídrica.

O Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quinta-feira pela UNESCO em nome da ONU-Água, aponta desigualdade de gênero na água. A publicação foi lançada no contexto do Dia Mundial da Água.

O documento indica que mulheres continuam liderando a coleta de água em mais de 70% dos domicílios rurais sem acesso a serviços hídricos. A presença feminina na governança do setor permanece baixa, apesar do papel central no abastecimento doméstico.

No relatório, o Dia Mundial da Água ganha destaque ao lembrar que 2,1 bilhões de pessoas não dispõem de água potável com gestão segura. Mulheres e meninas são as mais impactadas pelo uso inadequado da água e pela vulnerabilidade à violência em locais com serviços inseguros.

Principais destaques

Diariamente, mulheres e meninas perdem tempo equivalente a 250 milhões de horas na coleta de água, o que reduz oportunidades de educação e renda. Meninas com menos de 15 anos têm maior probabilidade de buscar água que os meninos da mesma idade.

Instalações sanitárias precárias afetam desproporcionalmente mulheres, especialmente em áreas urbanas de baixa renda e zonas rurais. A falta de higiene adequada pode levar a faltas escolares e de trabalho entre adolescentes.

Apesar do papel central, a participação de mulheres na governança, no financiamento e em decisões do setor hídrico ainda é limitada. Questões de posse de terras ligados à água agravam essa desigualdade, com regras que muitas vezes favorecem homens.

Recomendações

O relatório recomenda eliminar barreiras legais e institucionais aos direitos iguais de mulheres à água, terra e serviços. Sugere ainda ampliar dados desagregados por sexo para orientar políticas públicas.

Também enfatiza valorizar o trabalho não remunerado relacionado à água nos planejamentos e investimentos. Por fim, recomenda fortalecer a liderança feminina e a capacidade técnica em áreas científicas e técnicas da governança hídrica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais