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Senado aprova uso imediato de tornozeleira para agressor de mulher

Senado aprova uso imediato de tornozeleira para agressor em alto risco; delegado pode determinar em cidades sem juiz, com alerta e acompanhamento em tempo real

Fortaleza (CE), 30/10/2025 - Tornozeleira eletrônica. Foto: Tiago Stille/Gov. Ceará
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  • O Senado aprovou o PL 2942/2024, que permite ao Judiciário determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica pelo agressor em casos de alto risco à vida ou integridade da mulher, como medida protetiva de urgência.
  • Em cidades sem juiz de plantão, o delegado poderá determinar o monitoramento, com avaliação de risco atual ou iminente; a medida também terá prioridade em casos de descumprimento de proteções anteriores.
  • A vítima receberá um dispositivo de rastreamento que emite alerta para a mulher e para a polícia caso o agressor se aproxime ou desrespeite a área determinada.
  • A proposta aumenta a punição se houver aproximação, remoção ou violação da tornozeleira sem autorização, e torna permanente o programa de monitoramento.
  • O projeto eleva de 5% para 6% a cota do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada ao enfrentamento da violência contra a mulher, para custear tornozeleiras e dispositivos de alerta.

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 2942/2024, que autoriza a imposição imediata de tornozeleira eletrônica ao agressor de mulheres em situação de violência doméstica quando houver alto risco à vida ou integridade da vítima. A medida é de aplicação rápida, em conjunto com outras medidas protetivas. A proposta segue para sanção presidencial.

O texto, de autoria dos deputados Fernanda Melchionna e Marcos Tavares, foi relatado pela senadora Leila Barros e aprovado sem alterações pelo Senado. A ideia é ampliar a proteção às vítimas, com monitoramento em tempo real e alertas em caso de aproximação do agressor.

Aprovação e objetivo

A imposição imediata da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves. O risco é considerado atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica. O objetivo é reforçar a proteção prevista na Lei Maria da Penha.

Rastreamento e comunicação

Além do monitoramento do agressor, a vítima recebe um dispositivo de rastreamento para avisos de aproximação. O sistema emite alertas simultâneos para a vítima e para a polícia quando o agressor sai da área permitida. A finalidade é acompanhar o cumprimento das restrições.

Punições e mudanças legais

O projeto prevê aumento de punição em casos de descumprimento das medidas protetivas. A aproximação da vítima, remoção ou violação da tornozeleira sem autorização judicial pode agravar a pena, elevando-a de um terço até metade do tempo de reclusão. A regra também se aplica com prioridade em situações de descumprimento de medidas anteriores.

Aplicação em cidades sem juiz

Em municípios sem comarca, o delegado de polícia poderá determinar o uso da tornozeleira. O delegado deve comunicar à Justiça a decisão em até 24 horas, que analisará a manutenção ou não da medida. A decisão judicial deve ser comunicada ao Ministério Público.

Recursos e campanhas

O projeto aumenta de 5% para 6% a cota do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada ao combate à violência contra a mulher. O dinheiro deve ser usado, principalmente, na compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de alerta. Campanhas de enfrentamento também devem abordar procedimentos policiais, prevenção à revitimização e funcionamento das medidas protetivas.

Dados e contexto

A defesa da medida aponta números de violência contra a mulher como evidência de necessidade. Dados de órgãos de Justiça indicam milhares de casos e medidas protetivas concedidas no último ano. Relatos também destacam o feminicídio, com crescimento em alguns indicadores.

Como denunciar

Casos de violência podem ser denunciados pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, disponível 24 horas. Também há atendimento pelo WhatsApp e por e-mail, além de canais como delegacias de atendimento à mulher, Casas da Mulher Brasileira e serviços de polícia.

Observação

A proposta agora seguirá para a sanção presidencial para virar lei, mantendo a vigência após a publicação oficial.

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