- O ministro André Mendonça foi aplaudido por advogados ao afirmar que não quer ser salvador de nada, destacando que prerrogativas não definem sua função e que é um múnus público.
- Ele reforçou que os magistrados devem preservar a relação de confiança entre sociedade, Justiça e a Constituição ao tomar decisões.
- A declaração ocorreu no início da palestra Os desafios da advocacia no século XXI, promovida pela OAB-RJ nesta sexta-feira.
- Mendonça substituiu Dias Toffoli na relatoria do caso Master, em meio a uma crise de credibilidade no STF que motivou ações ligadas a ética.
- A Polícia Federal chegou a pedir o afastamento de Toffoli do caso; ele saiu do caso por decisão própria, e investigações também apontaram contatos envolvendo Alexandre de Moraes e o banqueiro Vorcaro.
O ministro do STF André Mendonça recebeu aplausos de advogados ao abrir a palestra Os desafios da advocacia no século XXI, promovida pela OAB-RJ. Ele afirmou que a responsabilidade da Corte deve falar mais alto que prerrogativas, sem pretensão de ser salvador de nada.
Durante a fala, Mendonça ressaltou a importância de preservação da relação de confiança entre magistrados e a sociedade. Ele reforçou a ideia de que cada decisão importa e que a Justiça, a Constituição e o país devem estar presente no cotidiano do Judiciário.
Contexto do caso Master
A declaração ocorre em meio a uma crise de credibilidade que levou o presidente do STF, Edson Fachin, a buscar aproximação com um código de ética. Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no lugar de Dias Toffoli, em meio às disputas internas.
A Polícia Federal chegou a solicitar o afastamento de Toffoli do caso, pedido que foi negado pela maioria dos ministros. Toffoli deixou o caso por decisão própria, após um acordo com os demais magistrados.
Conforme as investigações avançaram, surgiram ligações entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e Alexandre de Moraes. Moraes nega diálogo, mas aparecem contatos dele, da esposa Viviane Barci e do sócio Mágino Alves Barbosa Filho nos registros apreendidos.
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