- O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o governo “atrapalha a vida das pessoas” ao defender mudanças na jornada de trabalho, como o fim da escala 6 X 1, classificada como cilada.
- O comentário foi feito durante evento no Insper, onde Skaf criticou a atuação do poder público e disse que o governo é responsável por dificuldades econômicas que afetam a população.
- Ele citou o cenário fiscal como problema, destacando alto endividamento público e juros elevados, estimando que o custo do crédito pode chegar a 30% ao ano.
- Skaf disse que a medida pode aumentar custos para empresas, impactando trabalhadores e consumidores, especialmente pequenos negócios que atuam aos fins de semana, e rejeitou compensações fiscais como desoneração da folha.
- O presidente da Fiesp afirmou que o debate ocorre em momento inadequado, com inflação e incertezas externas, defendeu a formalização do mercado de trabalho e destacou que cerca de 44 milhões de trabalhadores estão sem carteira; a lei atual já permite flexibilização da jornada.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o governo atrapalha a vida das pessoas ao defender mudanças na jornada de trabalho, como o fim da escala 6 X 1. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, durante evento no Insper, em São Paulo. Ele classificou a proposta de cilada.
Skaf apontou o cenário fiscal como um dos principais motivos de preocupação, citando elevado endividamento e juros praticados no crédito. Segundo ele, o custo financeiro pode chegar a cerca de 30% ao ano, o que desincentiva investimentos e compromete a criação de empregos.
Para o empresário, a mudança tende a aumentar custos para as empresas e pode ser repassada aos consumidores, com impacto direto em pequenos negócios como mercados de bairro e serviços que funcionam aos fins de semana. Ele ainda rejeitou a ideia de compensações fiscais para viabilizar a medida.
O presidente da Fiesp afirmou que o debate ocorre em momento de inflação, juros altos e incertezas externas. Ele defendeu que o Brasil priorize a formalização do mercado de trabalho, lembrando que há cerca de 44 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, número próximo aos empregos formais.
Além disso, Skaf destacou que a legislação atual já permite certa flexibilização da jornada, com limite de 44 horas semanais e mediação prática, o que, na visão dele, reduz a necessidade de mudanças estruturais.
Contexto econômico e agenda do debate
O dirigente argumentou que o tema tem viés eleitoral e não é amplamente compreendido pela população. Ele pediu mais estudos e discussão antes de qualquer avanço no Congresso, ressaltando que a sociedade não deve ser levada a uma decisão apressada.
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