- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira, véspera do julgamento no TSE.
- A saída do Palácio Guanabara foi anunciada para buscar novos projetos e concorrer ao Senado Federal pelo estado.
- A estratégia da defesa é se desincompatibilizar antes da sessão do TSE para tentar driblar a cassação e a inelegibilidade.
- No TSE, já há pelo menos dois votos pela condenação de Castro, apontando uso de 27 mil cargos na Ceperj para favorecer a reeleição.
- Se a maioria acompanhar o voto da relatora Isabel Gallotti, Castro pode perder o mandato e ficar inelegível até 2030, com possível realização de nova eleição no estado.
Cláudio Castro anunciou sua renúncia ao governo do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 23. A saída ocorreu na véspera do julgamento do TSE que pode cassar o mandato e tornar o governador inelegível por oito anos. Castro informou que deixa o cargo para buscar novos projetos e se prepara para disputar o Senado.
A estratégia de desincompatibilização mira disputar o Senado Federal pelo Rio de Janeiro, segundo apuração da CNN. A antecipação da saída, em duas semanas, indica aposta em condenação no TSE após possível absolvição no TRE-RJ, em 2024, conforme o movimento de bastidores.
No TSE, já há sinais de que a decisão pode seguir o voto da relatora Isabel Gallotti, que defende a cassação de Castro e do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar. A sessão ocorreu após um pedido de vista do ministro Nunes Marques, que suspendeu a análise temporariamente.
O que está em julgamento
As ações tratam de suposto esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj, com cerca de 27 mil cargos temporários. Investigações apontam uso de cabos eleitorais para fortalecer a campanha de reeleição de Castro em 2022.
Consequências previstas
Se a maioria dos ministros acompanhar o voto da relatora, além da cassação, Castro pode ficar impedido de se candidatar até 2030. O tribunal também pode determinar a realização de nova eleição para o governo do estado, impactando o cenário eleitoral de 2026.
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