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Presidente de abrigo é presa sob suspeita de tortura na Bahia

Operação Elas por Elas investiga tortura e irregularidades em abrigo de Jequié; diretoria afastada e interventor nomeado, apurando desvios de recursos

Presidente da Casa das Mulheres, em Jequié, Elma Brito
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  • Elma Brito, presidente da Casa das Mulheres de Jequié, foi presa sob suspeita de tortura contra acolhidas, na operação Elas por Elas da Polícia Civil da Bahia.
  • A investigação envolve possível desvio de recursos, estelionato, peculato e lavagem de capitais; imagens de agressões, incluindo uma adolescente de 17 anos, teriam sido registradas por câmeras da instituição.
  • A Justiça afastou toda a diretoria e nomeou um interventor para administrar temporariamente a instituição, com acesso a documentos e dados financeiros.
  • As vítimas devem ser encaminhadas à rede de proteção social, com acompanhamento especializado.
  • A ação cumpre mandados de prisão temporária e busca e apreensão; as diligências são conduzidas pela Deam de Jequié com apoio de unidades da região.

A presidente da Casa das Mulheres, em Jequié, Bahia, foi presa nesta segunda-feira durante a Operação Elas por Elas, deflagrada pela Polícia Civil. O alvo é suspeito de torturar acolhidas da instituição, que funciona para proteger vítimas de violência doméstica. A atuação ocorre no interior baiano.

Segundo a polícia, a investigação começou com a identificação de imagens de agressões físicas e psicológicas contra mulheres abrigadas, entre elas uma adolescente de 17 anos. As câmeras instaladas na instituição registraram os acontecimentos e levantaram suspeitas sobre violação de privacidade, com monitoramento em ambientes privados.

Além das denúncias de tortura, há indícios de irregularidades financeiras, como possível desvio de recursos públicos, estelionato e movimentações atípicas. O inquérito também cita peculato e lavagem de capitais entre os crimes apurados.

Medidas administrativas e judicialização

A Justiça determinou o afastamento cautelar de toda a diretoria da entidade e autorizou a nomeação de um interventor para assumir a gestão temporariamente. A decisão autoriza o acesso a documentos e dados financeiros, bem como o encaminhamento de vítimas à rede de proteção social.

A operação envolve mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. As diligências são realizadas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Jequié, com apoio de equipes da região sudoeste, incluindo Vitória da Conquista. Departamentos especializados também atuam no caso.

A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam em andamento nesta segunda-feira. A defesa da investigada ainda não foi localizada pela imprensa, que permanece aberta para manifestações oficiais.

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