- Rui Costa negou favorecimento ao Banco Master durante sua gestão na Bahia, afirmando que não houve relação com o banco e que o comprador foi um fundo estrangeiro.
- O ativo estatal deficitário foi leiloado pela Bahia, com participação de investidores articulados por Augusto Lima; três leilões, incluindo na B3, resultaram na venda.
- O vencedor foi um fundo de investimento com maioria de capital espanhol, liderado por investidores ligados a Lima.
- A reunião de dezembro de 2024 no Planalto, com a presença de Lima, Rui Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro, é alvo de críticas por ligações ao Master; o encontro contou com articulação do ex-ministro Guido Mantega.
- Sobre o decreto do Credcesta, Rui Costa rebateu críticas, dizendo que a norma não trata de portabilidade e que a decisão envolve Banco Central e Ministério da Fazenda; a mudança reduziu o uso do cartão de 30% para 15%.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, negou qualquer favorecimento ao Banco Master durante sua gestão como governador da Bahia. Em entrevista ao JR Entrevista, destacaram-se críticas a mudanças nas regras do crédito consignado e à venda de ativos estaduais, com o ministro afirmando que a participação de Augusto Lima ocorreu apenas na articulação de investidores para a compra de um ativo deficitário.
Costa disse que o governo baiano realizou leilões para vender um supermercado público com prejuízos acima de um bilhão de reais. Segundo ele, Lima articulou investidores espanhóis para o leilão e o ativo foi adquirido por um fundo estrangeiro, não por instituição financeira. O ministro destacou não ter relação com o negócio.
Foram realizados três leilões, inclusive na B3, com acompanhamento de órgãos de controle. O ativo acabou em mãos de um investidor com maioria de capital espanhol, ligado a Lima, conforme o relato do ministro.
A reunião no Planalto
Augusto Lima voltou ao centro do debate por ligação com o banco e proximidade com integrantes do governo federal. Lima atuou como CEO do Banco Master e participou de reunião em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, com o presidente Lula, Rui Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O encontro, antes não oficial, contou com outros membros do governo e teve articular de Guido Mantega, ex-ministro, ligado ao Master. O episódio ganhou repercussão durante as investigações que resultaram na liquidação da instituição em 2025.
O decreto do Credcesta
Costa rebateu críticas sobre o decreto de 2022 na Bahia, acusado de dificultar a portabilidade de crédito consignado no Credcesta. O ministro afirmou que as acusações são inverídicas e que a norma não tratou de portabilidade.
Segundo ele, a medida reduziu de 30% para 15% o limite de uso do cartão em determinadas operações, limitando o uso a compras e impedindo empréstimo via essa modalidade. A participação do senador Jaques Wagner na formulação da medida foi considerada por Costa como informação falsa.
A venda do ativo estadual
Ao falar sobre a venda, Rui Costa utilizou uma comparação para afastar responsabilidades futuras. A operação foi apresentada como saída de um ativo que gerava prejuízos para o estado.
O ministro reiterou que não houve benefício ao Banco Master, afirmando que o banco sequer existia à época da venda. Em nenhum momento, segundo ele, houve favorecimento ou vínculo direto com a instituição.
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