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Três fatores levaram Ratinho Júnior a desistir da disputa ao Planalto

Pressão familiar, cenário político no Paraná e risco de perder base pesaram na decisão de Ratinho Jr. de abandonar a disputa ao Planalto

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD)
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  • Ratinho Júnior desfez a candidatura presidencial, influenciado por três fatores principais.
  • Primeiro, a pressão da família: filhos de 22, 17 e 13 anos foram contrários à campanha, com peso superior até à posição da esposa e do pai, o apresentador Ratinho.
  • Segundo, o cenário político no Paraná: Sergio Moro lidera as pesquisas para o governo estadual e trabalha para filiar-se ao PL, com apoio de Flávio Bolsonaro; o secretário Guto Silva, ligado a Ratinho, aparece com desempenho fraco.
  • Terceiro, risco de vitória de Moro e impactos para o governo de oito anos: integrantes do entorno do governador avaliam que a ida de Moro ao PL poderia abrir espaço para revisões de decisões tomadas no estado, especialmente após o caso Master envolvendo a Copel.
  • Como resultado, Ratinho busca preservar influência no Paraná, impedir a candidatura de Moro pelo PL e reorganizar o grupo político regional, contando com o apoio de Valdemar da Costa Neto.

Três fatores levaram o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), a desistir da disputa ao Palácio do Planalto. A decisão foi anunciada após avaliação de interlocutores próximos ao governador. O recuo ocorreu em meio a um cenário de 2025 já definido.

O primeiro impulso veio de ordem pessoal. Ratinho Jr. enfrentou pressão dos filhos, de 22, 17 e 13 anos, contrários à candidatura. A família foi apontada como fator decisivo, superando até a posição da esposa e do pai, o apresentador Ratinho.

Entre os motivos, pesava a preocupação com segurança. Episódios de violência política recentes, incluindo ataques contra Jair Bolsonaro, Donald Trump e Miguel Uribe, foram citados como agravantes do risco pessoal ao candidato.

Fatores que pesaram na decisão

O segundo elemento envolve o cenário político no Paraná. O senador Sergio Moro já lidera pesquisas para o governo estadual e articula filiação ao PL, com apoio de Flávio Bolsonaro. O nome apoiado por Ratinho, o secretário Guto Silva, tem desempenho decepcionante nas sondagens.

Com a saída da disputa nacional, Ratinho Jr. busca conter o avanço de Moro no estado. Aliados afirmam que o objetivo é impedir a candidatura de Moro pelo PL e fortalecer sua coalizão local. O presidente do PSD, Valdemar da Costa Neto, mostra resistência à filiação de Moro.

O terceiro motivo está ligado ao risco político de uma vitória de Moro. Ameaça de perda de controle sobre a base política estaria entre as avaliações do entorno do governador. O caso Master, envolvendo a privatização da Copel e a investigação da Polícia Federal sobre o empresário Nelson Tanure, ampliou as preocupações.

A tensão aumentou ainda pela leitura de pesquisas internas, que indicam menos de 5% de intenção de voto para Ratinho Jr. na Presidência. Além disso, a possibilidade de migração de aliados para Moro foi considerada um perigo para o governo no estado.

A decisão de recuar visa preservar a influência do governador no Paraná. Ratinho Jr. busca reorganizar seu espaço político diante do novo cenário nacional, mantendo a atuação do grupo no estado.

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